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Quinta-feira, Dezembro 9, 2021
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Torres Novas | Exposição de Maria Lamas já está em São Bento

Maria Lamas, figura incontornável da cultura e política nacionais, motivou a parceria entre a Câmara Municipal de Torres Novas e a Assembleia da República na exposição “Maria Lamas – Mulheres, Paz, Liberdade”, que está patente ao público desde terça-feira, dia 7 de novembro, no Palácio de São Bento. A inauguração decorreu ontem depois de ter sido adiada devido aos dias de luto nacional pelas vítimas dos incêndios que fustigaram o país no passado mês de outubro.

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A mostra temática homenageia a escritora, tradutora, editora, jornalista e ativista política que seguiu o lema de vida “sempre mais alto” e centra-se no período entre a década de 20 e o 25 de Abril de 1974.

O momento agendado para esta terça-feira incluiu o lançamento do livro “Maria Lamas, mulher de causas (biografia breve)”, de José Gabriel Pereira Bastos, e a atuação do Conservatório de Música do Choral Phydellius.

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Até dia 6 de dezembro é possível conhecer uma parte da vida da “Tia Filomena” que aconselhava as jovens através da revista Modas & Bordados, fez a diferença ao escrever os fascículos “As Mulheres do Meu País” e se cruzou com a história de Portugal, desde a monarquia à democracia, e do mundo, como o Maio de 68, em França.

As convicções materializaram-se no Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas e no Movimento de Unidade Democrática e participou em eventos icónicos, como o Congresso Mundial da Paz em Ceilão. Os valores em que acreditava deram-lhe a liberdade de viajar pelo mundo, mas também a privaram dela ao ser presa pela PIDE.

As lutas, as causas e a ação de Maria Lamas, nascida no concelho de Torres Novas em 1893 e falecida em Lisboa no ano de 1983, podem ser visitadas mediante marcação (Museu Municipal Carlos Reis: museu.municipal@cm-torresnovas.pt ou 249 812 535).

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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