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Quinta-feira, Dezembro 9, 2021
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Torres Novas lança projeto-piloto ‘EVA’ com equipa médica de serviço domiciliário (c/áudios)

O município de Torres Novas firmou esta segunda-feira, 31 de maio, com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS LVT) uma parceria para a implementação do projeto EVA – Equipa para uma Vida Ativa. Até ao final do ano, num esforço orçamental de 80 mil euros municipais, um médico, um enfermeiro e um farmacêutico vão percorrer o concelho, acompanhando sobretudo a população idosa com problemas cardiovasculares. A expectativa da Câmara Municipal é que o projeto possa ser renovado em 2022.

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A apresentação do projeto contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira, do presidente do Conselho Diretivo da ARS-LVT, Luís Pisco, da diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, Diana Leiria, e de Carlos Gil em representação do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT). Esteve também presente o restante executivo municipal, incluindo oposição PSD e BE, e alguns presidente de junta.

O projeto EVA, designado como “projeto piloto”, visa o acompanhamento de cidadãos de maior risco na área cardiovascular, para controlo e melhor gestão da doença, doentes que foram de algum modo prejudicados pela crise sanitária. Uma equipa composta por pessoal médico, bem como da área da enfermagem e farmacêutica, vai percorrer o concelho visitando os maiores de 70 anos, em especial nas freguesias com acesso mais limitado a um médico de família.

Equipa de saúde municipal quer intervir sobretudo junto da população mais carente de recursos médicos Foto: mediotejo.net
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Na sua intervenção, Luís Pisco saudou a iniciativa do município torrejano, frisando a necessidade de aumentar a mobilidade física e estimular a alimentação saudável nestes utentes. Constatou também que muitos médicos têm saído para o privado ou, inclusive, para o estrangeiro, o que tem agravado a falta de recursos humanos. 

Já Pedro Ferreira, após apresentar as linhas gerais do projeto, deixou a expectativa que este possa ser renovado em 2022. A equipa vai ter já uma viatura à disposição, mas se a iniciativa se mantiver além do período piloto até 31 de dezembro, a Câmara prevê disponibilizar um veículo adaptado, adiantou. 

Luís Pisco constatou a iniciativa inovadora da Câmara torrejana Foto: mediotejo.net

Segundo informação municipal, no concelho de Torres Novas 40% da população tem mais de 50 anos e 18% da população tem mais de 70 anos, pelo que este projeto prevê abranger cerca de 7 mil munícipes. A decorrer entre 1 de julho e 31 de dezembro, representa um investimento municipal de cerca de 80 mil euros.

Em declarações ao mediotejo.net, Luís Pisco constatou que a colaboração dos municípios com a área da Saúde normalmente prende-se com as estruturas, como é o caso das requalificações de centros de saúde. Neste sentido, o projeto EVA “não é habitual” e torna-se inclusive “inovador”, uma vez que trabalha no setor da prevenção da doença.

Os problemas cardiovasculares são uma das principais causas de morte no país, pelo que esta equipa vai ter a responsabilidade de retomar uma vigilância que foi interrompida devido às medidas de prevenção da pandemia. “Identificar fatores de risco e corrigi-los” é o objetivo, frisou, através de atos simples como a medição da tensão arterial e a sensibilização para estilos de vida mais saudáveis.

Apesar dos 80 mil euros previstos, Pedro Ferreira admitiu ao mediotejo.net que os gastos com esta equipa poderão ser superiores, tendo em conta as despesas de deslocação, entre outros fatores. A equipa vai também ficar responsável por elaborar um Plano Municipal de Saúde, que o município não possui de momento, adiantou.

A necessidade de uma equipa desta natureza veio-se tornando evidente na mente do autarca, na medida em que os médicos começaram a faltar no concelho. Por tal, há algum tempo que estava atento a projetos similares no país.

A continuar além de 2021, uma vez que o município vai assumir competências na área da Saúde, a equipa poderá eventualmente dar origem a um “Centro de Investigação a nível local”, sugeriu, que faça um perfil do território. “Vamos ver os desafios que vão ser lançados com este desbravar de caminho”, refletiu, adiantando que houve apoio da Comissão de Utentes do Médio Tejo à iniciativa.

O projeto EVA vai a todas as freguesias, mas as mais prioritárias são as de Brogueira e Assentis, que estão carentes de recursos médicos. A equipa não pode substituir o médico de família, frisou o presidente, que é o único autorizado a prescrever medicamentos. O trabalho destes profissionais pretende apenas ser de vigilância e complementaridade. 

O protocolo de colaboração entre a ARS-LVT e o município torrejano define que compete à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo: autorizar a colaboração do ACES Médio Tejo com a equipa contratada pelo município para o Projeto EVA, supervisionando, do ponto de vista técnico, a intervenção; autorizar o ACES a definir os critérios de inclusão dos utentes e de comunicação dos resultados; autorizar o ACES a definir os critérios de comunicação dos resultados da ação da equipa contratada pelo Município para o Projeto EVA.

Ao município cabe contratar a equipa e implementar o Projeto EVA, garantir a colaboração da equipa do Projeto EVA, com o ACES e Centro Hospitalar Médio Tejo, comunicar e informar o ACES e o Centro Hospitalar Médio Tejo dos resultados do Projeto EVA, e disponibilizar e garantir os meios operacionais (de caráter não clínico) à equipa EVA.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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