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Quinta-feira, Dezembro 2, 2021

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Torres Novas junta-se a Golegã em gestão conjunta da Reserva Natural do Paúl do Boquilobo

A Câmara Municipal de Torres Novas aprovou em reunião de executivo a cogestão da Reserva Natural do Paúl do Boquilobo. O tópico foi apresentado pelo vereador Joaquim Cabral (PS), adiantando que os municípios da Torres Novas e Golegã, assim como o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), chegaram a entendimento sobre esta cogestão, recebendo os municípios competências do governo central.

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As contrapartidas financeiras têm uma duração de três anos e vai ser assinado um protocolo com o Fundo Ambiental. Em termos gerais, explicou, vai replicar-se o modelo existente, com a colaboração da associação ONGATEJO.

Na discussão, João Quaresma de Oliveira (PSD) questionou se o acordo era “equilibrado” e se havia forma de avaliar as contrapartidas. Joaquim Cabral explicou que o município não terá contrapartidas, apenas a ONGATEJO vai receber cerca de 100 mil euros para contratar um funcionário a três anos. Por outro lado, vai ser mais fácil concorrer a fundos comunitários e dinamizar a Reserva.

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Já a vereadora do Bloco, Helena Pinto, referiu que se iria abster por ser contra a transferência de competências nesta área, pelo “desequilíbrio” que existe entre as responsabilidades do Governo central e do poder local.

Reserva da Biosfera desde 1981, e após um período de maior abandono e problemas com a poluição, o Paúl do Boquilobo conseguiu ver renovado em 2016 o título de Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO.

Situada entre os concelhos de Torres Novas e da Golegã (o Centro de Interpretação ainda se situa no município torrejano), a Reserva Natural do Paúl do Boquilobo viu também o seu território classificado aumentar, ampliando-se mais para o Médio Tejo.

O Paúl do Boquilobo é uma zona húmida com grande biodiversidade. Foto: DR

A Câmara de Torres Novas sublinhou na ocasião a dimensão da distinção, tendo o presidente da autarquia, Pedro Ferreira (PS), salientado o “orgulho” da renovação do Boquilobo, depois do um período de “mau tratamento” do Paúl.

“Finalmente as entidades como as Câmaras de Torres Novas e Golegã”, assim como várias instituições privadas, deram “as mãos”, por forma a renovar o estatuto de Reserva da Biosfera e alargar o território classificado, notou.

“Estávamos na expectativa” da aceitação do alargamento por parte da UNESCO, confessou Pedro Ferreira, sublinhando esta classificação como um “desafio” para os municípios e freguesias envolvidas, que permitirá potenciar o espaço não só a nível ecológico mas também económico.

“Queremos tirar partido dos programas comunitários”, referiu na altura o autarca, manifestando grande entusiasmo pelas possibilidades de desenvolvimento que se aproximam através do Paúl do Boquilobo.

A decisão da UNESCO foi tomada em março de 2016, em Lima, no Peru. Com o alargamento da Reserva, esta passou a incluir as freguesias de Riachos, Brogueira (Torres Novas), Pombalinho, Golegã e Azinhaga (Golegã).

O Paúl do Boquilobo é uma zona húmida com grande biodiversidade. foto mediotejo.net

Naquele ano, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) aprovou ainda as candidaturas portuguesas Tejo Internacional e Fajãs de S. Jorge a Reserva da Biosfera, tendo o Paul do Boquilobo feito aprovar o seu pedido de alargamento do território, passando a integrar também o Município de Torres Novas, para além da Golegã.

Com a aprovação destas duas candidaturas, Portugal passou a contabilizar um total de dez Reservas da Biosfera, num universo de mais de 600, repartidas por 119 Estados-membros, a nível mundial.

As Reservas da Biosfera são áreas classificadas, representativas dos principais ecossistemas mundiais (terrestres, marinhos e costeiros), estabelecidas pelos Estados-Membros da UNESCO e reconhecidos pelo Programa MAB.

Trata-se de territórios promotores de um desenvolvimento sustentável, com base na ciência e nos esforços das comunidades locais, contribuindo para a redução da perda da biodiversidade, a partir de uma abordagem científica, ambiental, social e de desenvolvimento, sendo que as leis em vigor são as existentes em cada um dos Estados-membros.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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