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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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Torres Novas | José-Alberto Marques, “tento superar tudo aquilo que fiz até hoje” (c/vídeo)

Há três sítios onde gostaria de ficar quando a sua alma partisse deste mundo e Torres Novas parece ir à frente na corrida. José-Alberto Marques, 77 anos, vive em  Abrantes mas é natural do concelho torrejano, tendo residido também em Lisboa. Na sexta-feira, 9 de junho, apresentou na Biblioteca da sua terra natal “Epicodrone & etc”, o seu mais recente livro. Um trabalho que vai buscar inspiração a Luís Vaz de Camões e ao poema épico, trazendo-lhe uma abordagem da modernidade.

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O poeta que escreveu o primeiro poema concreto em Portugal tem já uma extensa obra publicada, mas deixou antever mais duas novas publicações no próximo ano. O objetivo é ir superando-se sempre a si próprio.

Elvira Sequeira elogiou a poesia difícil de José-Alberto Marques. Foto: mediotejo.net

José-Alberto Marques nasceu em 1939 em Torres Novas, tendo estudado no Colégio Andrade Corvo. Em 1958, com 19 anos, depois de um problema de saúde, descobre o poema concreto (conceito de poesia experimental nascido no Brasil) e faz um primeira publicação do género em Portugal, com “Solidão”, num jornal universitário. Estudou Direito, curso que abandonou, tendo-se formado em História. Foi professor e crítico literário.

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“Não é simples encontrar pessoas para nos servir de exemplo”, referiu a vereadora Elvira Sequeira, a quem coube apresentar a novo livro de José-Alberto Marques. “Um filho da terra e do mundo”, sublinhou, que nos mostra que “fazer versos não é assim tão simples”.

José-Alberto Marques começou por lembrar a sua relação a Torres Novas. “Aqui nasci e creio que aqui vou ficar”, comentou. Sobre o novo livro, salientou que sempre foi um amante de Luís Vaz de Camões e “teria um dia que passar por algo de natureza épica”. “O drone pareceu-me importante nesta viagem literária”, explicou, numa tentativa de elucidar este “épicodrone”, uma visão moderna em registo épico, com momentos em que procurou que o leitor seja levado a perder o fôlego.

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“Gosto muito disto”, comentou após ler alguns dos poemas escritos por si, “nunca li nada disto”. Classificando a obra como “um conjunto de poemas num pequeno livro que é capaz de ser maior que eu”, definiu-se a si próprio como “uma pequena formiga”. “Há aqui um certo ato experimental que vem na linha que sempre prossegui”, adiantou. “Amo a literatura” e “leio o suficiente para não ser traído” nessa tentativa de ir melhorando sempre, fazer sempre melhor que as os trabalhos maravilhosos que vai lendo. “Tento superar tudo aquilo que fiz até hoje”, sintetizou, por forma a “não cair na ratoeira de fazer aquilo que os outros fizeram”.

No decorrer da apresentação debateu-se ainda a relação com o público e os novos desafios trazidos pela internet e as novas tecnologias. José-Alberto Marques comentaria ainda que apesar dos filhos e dos netos não terem nascido em Torres Novas, “esta é a minha terra”.

 

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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