Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Segunda-feira, Outubro 18, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Torres Novas | Jaime Marta Soares defende reforma estrutural da Proteção Civil

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, esteve na sexta-feira, 5 de outubro, em Torres Novas, na inauguração da ampliação do quartel dos Bombeiros Voluntários Torrejanos. Num discurso carregado de paixão, o responsável não poupou nas críticas à estrutura nacional de Proteção Civil, que considera necessitar de uma reforma estrutural. “Queremos liberdade”, frisaria, indo ao encontro de algumas das observações do Comandante dos Bombeiros Torrejanos, José Carlos Pereira, que defendeu a profissionalização dos bombeiros.

- Publicidade -

Jaime Marta Soares e José Carlos Pereira fizeram os discursos mais críticos da sessão solene, que marcava também os 87 anos da corporação. Começando por elogiar todo o trabalho de serviço e sacrifício que é realizado pelos bombeiros a nível nacional, Marta Soares acabaria por apontar que estes continuam à espera de um Estatuto Social e de todo um conjunto de reformas na estrutura de apoio que nunca mais são concretizadas.

“A grande reforma que queríamos é a da Proteção Civil”, afirmou, salientando os problemas estruturais da mesma, que deveria ser, argumentou, “um órgão coordenador” e não de comando. “Queremos liberdade”, frisou, “um comando autónomo e independente”, para que os corpos de bombeiros comandem efetivamente e não sejam comandados.

- Publicidade -

“Queremos um Estatuto Social do Bombeiro, queremos alterar os protocolos com o INEM”, defendeu Marta Soares. “Os Bombeiros portugueses querem a sua liberdade e ser úteis à sociedade”, vincou.

Neste âmbito, consideraria injusta a forma como os Bombeiros estão a ser envolvidos no processo judicial em torno dos incêndios de Pedrógão Grande. O que se passou em junho de 2017, argumentou, deveu-se a problemas “a montante”, como a falta de planeamento da floresta e consequências do aquecimento global.

“Sentimos-nos injustiçados, os que deveriam estar no banco dos réus não deviam ser aqueles comandantes” (comandante distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria, Mário Cerol, e o comandante dos bombeiros de Pedrógão, Augusto Arnaut). “Tudo o que se está a passar é muito injusto”.

José Carlos Pereira defendeu a profissionalização dos bombeiros, constatando que as atuais fórmulas estão gastas Foto: mediotejo.net

Jaime Marta Soares terminaria a defender uma alteração legislativa, que se adapte melhor à realidade, apelando à união dos Bombeiros.

Menos efusivo mas também assertivo, José Carlos Pereira afirmou sentir “falta de apoio”, de recursos e soluções da parte da tutela. “Existem sinais evidentes de que algumas fórmulas estão esgotadas”, comentou, “não podemos crucificar os comandantes quando a montante tudo falhou”.

O comandante dos bombeiros torrejanos defenderia assim uma profissionalização dos bombeiros para fazer face a esta nova realidade. “Não podemos estar assentes em voluntários”, concluiu.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome