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Domingo, Novembro 28, 2021

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Torres Novas | Insegurança, comportamento de funcionários e falta de telheiros em escola debatidos na reunião de Câmara

A insegurança, o alegado comportamento de alguns funcionários do município, a falta de telheiros no Centro Escolar de Santa Maria ou a situação financeira preocupante da corporação dos bombeiros de Torres Novas foram alguns dos temas discutidos na última reunião da Câmara Municipal, a qual decorreu no passado dia 3 de novembro, no Convento do Carmo. 

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Antes de se entrar na ordem de trabalhos da reunião, o vereador Tiago Ferreira (PSD) questionou o presidente de Câmara relativamente a “um clima de alguma insegurança  sentido na cidade e principalmente também na vila de Riachos”, inquirindo se tem havido reuniões com as forças de segurança e se estão a ser pensadas medidas para serem tomadas.

O presidente do município Pedro Ferreira referiu então a existência de reuniões “com muita regularidade quer com o comandante da PSP quer da GNR”, confirmando a existência de algumas situações que têm sido assinaladas ultimamente nos Riachos, sobretudo em zonas de lazer e à noite, dando no entanto a garantia de que as duas forças de segurança estão atentas.

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Pedro Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Torres Novas disse que no ano passado foram formados 700 agentes na Escola e que em janeiro próximo vão entrar mais 1000 formandos na Escola de Polícia de Torres Novas, “reflexo da preocupação do Governo a nível nacional para a questão da segurança”. Foto arquivo: mediotejo.net

Concedendo que a PSP e a GNR não têm todos os meios que deviam para atuar mais assertivamente, Pedro Ferreira disse que a Câmara até se tem substituído ao próprio Ministério da Administração Interna nalgumas coisas, “sobretudo a nível da GNR, quer no campo informático quer em pequenas obras, e é o que vamos continuar a fazer numa colaboração muito estreita, que eu saúdo”, disse o autarca, reforçando a confiança de que estas forças “farão o melhor possível”, embora as carências de que sofrem.

Dizendo que estas carências são sentidas a nível nacional, especialmente no que toca a meios humanos, Pedro Ferreira diz que não é por acaso que a Escola de Polícia, localizada em Torres Novas, reforçou a formação de agentes, dizendo que este ano foram formados cerca de 700 agentes e que em janeiro próximo vão entrar 1000 formandos de polícia, “reflexo da preocupação do Governo a nível nacional para a questão da segurança”.

Por seu turno, António Rodrigues, vereador eleito pelo Movimento P’la Nossa Terra, começou por fazer uso da palavra para dizer que procurará ser construtivo no seu papel como vereador. Afirmou depois que existem muitos funcionários competentes e cumpridores na Câmara de Torres Novas e que “precisamente porque esses existem, há que haver respeito por eles”, dizendo que não está disponível para colaborar com uma situação em que os funcionários públicos não cumprem com os horários.

Durante a reunião, o vereador António Rodrigues (P’la Nossa Terra) mencionou alegados incumprimentos de horários de trabalho dos funcionários da Câmara e de usos abusivos da frota do município.

“Eu sei, eu vejo, eu confronto na rua muitos funcionários desta casa que não têm horário de chegada e de saída, vão almoçar até às 15h e 16h, e eu não estou aqui para alinhar com isso”, disse António Rodrigues, que inquiriu ainda quem controla a frota da Câmara, cujos carros “andam por aí aos sábados e domingos à uma e duas da manhã”, acusou o edil.

O atual vereador, que já foi presidente do município torrejano, pediu também para que haja cuidado para não se fazer da Câmara uma “segunda sede do Partido Socialista”. O vereador eleito pelo Movimento P’la Nossa Terra deixou depois um requerimento a pedir acesso às folhas de ponto dos funcionários e diz que não vai largar esta questão até a ver resolvida.

Em resposta à questão dos funcionários da Câmara, Pedro Ferreira (PS) respondeu a António Rodrigues dizendo que sempre houve e vão haver funcionários excelentes, assim-assim e outros que não podem ser apelidados de bons, e que o método de avaliação dos funcionários acaba por ser muito penalizador especialmente para os funcionários “excelentes”, algo que depois pode ter influência nalguns comportamentos.

Afirmando que a Câmara tem neste momento 600 funcionários e que vai ter mais com as delegações das competências, e acrescentando que o responsável pela gestão da frota “super organizada” é o vereador João Trindade, o presidente da Câmara Municipal de Torres Novas solicita que quem tenha conhecimento de atos abusivos os faça chegar ao conhecimento da Câmara, para que se possa averiguar a situação e tomar as medidas necessárias.

O isolamento e os transportes foram também debatidos na reunião do executivo municipal. Foto: mediotejo.net

Através da campanha eleitoral, António Rodrigues diz-se ter apercebido de que há um isolamento muito grande nas aldeias do concelho, afirmando que “à semelhança do que já se faz noutros municípios do país, Torres Novas tem de avançar para a gratuitidade dos transportes públicos”, entregando depois uma proposta para o Orçamento 2022. Sobre o isolamento das aldeias concelhias, Pedro Ferreira disse que concordava, mas referiu que foi criado o Transporte a Pedido ao nível da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), iniciativa que foi premiada a nível europeu, sublinhando ainda o facto de que Torres Novas é dos concelhos que mais usa este método de transporte.

Tanto o vereador António Rodrigues (P’la Nossa Terra) como o vereador Tiago Ferreira (PSD) alertaram para o caso do Centro Escolar de Santa Maria, onde, segundo os mesmos, não existe um único telheiro, o que faz com que as crianças, nos dias de chuva, não possam sair do edifício.

Sobre esta questão Pedro Ferreira disse que ainda só foi feita a primeira fase da obra neste centro escolar, referindo que com a segunda fase da obra vai ser feito um ginásio, arranjos exteriores e telheiros. No entanto, o presidente do município referiu ainda que foi acordado ir colocar, provisoriamente, um telheiro amovível no espaço.

O presidente do município torrejano, Pedro Ferreira (PS), afirmou que a situação financeira dos bombeiros de Torres Novas começa a ser preocupante. Foto: DR

Já dentro da ordem de trabalhos da reunião do executivo municipal, foram aprovadas duas comparticipações no valor de 52.900 euros (despesas com reparação de viaturas e aquisição de material) e 1.088,48 euros (pagamento de refeições aos bombeiros que integraram o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais) a atribuir à Associação Humanitária Bombeiros Voluntários Torrejanos (AHBVT) ao abrigo do protocolo de colaboração entre a esta associação e o município torrejano.

Pedro Ferreira indicou nesta ocasião que a situação financeira dos bombeiros de Torres Novas começa a ser preocupante, por variados motivos, referindo um aumento gradual de apoio municipal, cuja verba já subiu de 7500 euros mensais para 10 mil. O presidente da Câmara expôs igualmente que o número de voluntários nos bombeiros está a descer bastante, pelo que apelou à comparência do executivo municipal numa reunião com a direção da AHBVT, a ter lugar na segunda-feira pelas 11h.

As propostas de apoio foram aprovadas por unanimidade, sem contar com o voto do vereador Tiago Ferreira (PSD) que não votou, uma vez que pertence ao Conselho Fiscal da AHBVT. O vereador eleito pelo Partido Social Democrata pediu inclusivamente um parecer legal de modo a clarificar a sua situação.

Relativamente ao ponto 16, sobre a “Reabilitação dos Fogos de Habitação Social do Bairro da Calçada António Nunes”, Pedro Ferreira explicou que este consistia num pedido de prorrogação da obra, alheio ao empreiteiro, porque a Câmara está “com todas as cautelas e num diálogo permanente a falar com os moradores para os realojar noutro sítio temporariamente”. O presidente da Câmara explicou ainda que não é possível ir fazendo “casa a casa”, como tinha sido pensado, uma vez que há normas de segurança que não o permitem, e que as pessoas têm de ser todas realojadas ao mesmo tempo, pelo que este é apenas um “reparo”.

Tiago Ferreira (PSD), sobre este ponto, fez uso da palavra para dizer que não pode ser apenas um “reparo”, como disse Pedro Ferreira, uma vez que foi da inteira responsabilidade do município o facto de não conseguir realojar as pessoas e resolver a situação a tempo, questionando o porquê disto acontecer. 

O presidente do município começou então por dizer que se tratam de 10 habitações sobre as quais a Câmara sempre teve um olhar especial sobre o local para ser beneficiado. Essa beneficiação vai ser feita agora, através de uma candidatura, dizendo Pedro Ferreira que todos os moradores estão de acordo em que as casas sejam arranjadas e de irem temporariamente viver para outras habitações, mas que tem havido alguma prudência onde realojar as pessoas e que há falta de casas para fazer este realojamento das famílias nas condições devidas a cada um dos agregados, durante pelo menos 1 ano.

António Rodrigues (P’la Nossa Terra) disse que percebia bem a dificuldade daquele que é um problema difícil, num bairro com caraterísticas muito próprias.

O ponto foi depois aprovado por unanimidade.

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo. Ávido leitor, não dispensa no entanto um bom filme e um bom serão na companhia dos amigos.

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