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Sábado, Maio 8, 2021

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Torres Novas | Houve luta para instalar base logística da Mercadona na região (c/áudio)

Há dois anos que os proprietários de terrenos junto ao nó da A1 com a A23, num território com cerca de 50 hectares, maioritariamente no concelho de Torres Novas (Zibreira) mas também com parte em Alcanena, lutavam por instalar a base logística da Mercadona na região. Com o anúncio de que será em Almeirim que a estrutura vai instalar-se, o presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, comentou ao mediotejo.net que todo este esforço pelo menos serviu para criar finalmente um entendimento entre os proprietários de toda aquela zona industrial.

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O espaço, a que Pedro Ferreira chama a “Porta Norte de Lisboa”, estará finalmente pronto para receber qualquer outro grande empreendimento que ali se queira instalar, destacou o autarca socialista.

ÁUDIO: PEDRO FERREIRA, PRESIDENTE CM TORRES NOVAS:

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Os municípios de Torres Novas e de Alcanena estavam nos últimos anos a realizar um conjunto de esforços para que a base logística da Mercadona se instalasse na região, mais concretamente na zona industrial junto ao nó da A1 com a A23, entre as freguesias de Zibreira e Moitas Venda (Alcanena). A Câmara Municipal de Alcanena tinha inclusive suspendido parcialmente o Plano Diretor Municipal (PDM) naquela zona em 2020, para que o projeto pudesse ver a luz do dia.

A empresa espanhola optou pelo concelho de Almeirim, localização que coloca a base logística mais perto de Lisboa. Para Pedro Ferreira, porém, este processo não foi em vão e criou finalmente condições para que toda aquela zona esteja agora preparada para receber outros grandes empreendimentos que queiram beneficiar da proximidade aos acessos.

“Houve um contacto já há cerca de dois anos através de um representante de proprietários de terrenos da Zibreira, que contactou a Câmara no sentido de dizer que se estava a desenvolver um processo em Espanha com a Mercadona”, explicou o autarca ao mediotejo.net.

A Mercadona chegou a enviar representantes à Câmara de Torres Novas, onde foi comunicado ao executivo que a base logística “pretendia ficar instalada o mais perto possível da cidade de Lisboa, onde pretendiam implementar com mais força o negócio deles em Portugal”.

“Na altura não falaram em Almeirim, falaram noutros concelhos”, admite Pedro Ferreira. No entanto o processo dos proprietários da Zibreira nunca parou, com um “gabinete de advogados aqui da praça” que foi “estabelecendo contactos com Espanha”.

A zona da Zibreira em causa, apesar de ser área industrial, nunca tinha gerado tanto entendimento entre os respetivos proprietários, refletiu o presidente. “Conseguiu-se acertar preço entre m2”, adiantou, o que “para mim foi uma grande vitória”.

Apesar da Mercadona ter optado por instalar-se em Almeirim, todo o processo negocial permitiu criar um acordo em termos de preço de m2 de terreno com uma “visão mais futurista”, que abre portas a que outros projetos possam finalmente instalar-se nesta localização, refletiu. Esta “Porta Norte de Lisboa” integra cerca de 40 hectares de território torrejano e uma parcela mais pequena no município de Alcanena.

O mediotejo.net tentou obter uma declaração sobre este caso da presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira, não tendo conseguido estabelecer contacto até à publicação desta notícia.

O centro logístico da Mercadona, que a empresa anunciou na terça-feira, 20 de abril, aguarda apenas as autorizações das entidades oficiais para iniciar a construção e vai ficar situado junto à rotunda de acesso à A13 (via que faz a ligação rápida ao Alentejo e ao Algarve) e à ponte Salgueiro Maia, a qual liga à A1 (ligando a Lisboa e à região Centro).

A empresa anunciou que o centro logístico, preparado para responder à expansão projetada para Portugal, das atuais 20 para 150 lojas, será totalmente automatizado, salientando o presidente de Almeirim, Pedro Ribeiro, à Lusa que este fator é garantia de que os postos de trabalho a criar se destinarão a pessoas com qualificações e seguramente mais bem remuneradas.

Implicará “um sem número de funções, que serão importantíssimos em termos de emprego para o concelho e não só”, salientou, acrescentando que, além da criação de postos de trabalho, estes investimentos representam pagamento de impostos e um contributo para a vida social e económica dos concelhos onde se instalam.

Na apresentação de resultados feita na cidade espanhola de Valência, o presidente da empresa, Juan Roig, traçou como objetivo para os próximos anos em Portugal a abertura de “cerca de 10 supermercados por ano”, estando previstos nove até ao final do corrente ano.

Segundo Juan Roig, a Mercadona faturou 186 milhões de euros em 2020 nas 20 lojas que tem em Portugal, tendo gasto quase o dobro, 369 milhões de euros, a comprar produtos a fornecedores portugueses.

O presidente da Mercadona revelou que a faturação média em cada um dos supermercados que tem em Portugal é 10% superior à faturação média realizada em Espanha.

A empresa indicou que vai continuar a impulsionar o seu plano de transformação 2018-2023 e, para isso, tem previsto investir 1.500 milhões de euros em 2021 (150 milhões de euros em Portugal), que destinará, principalmente, à abertura de 97 novos supermercados, 88 em Espanha e nove em Portugal.

A Mercadona conta criar “mais de 1.600 postos de trabalho estáveis e de qualidade” em 2021, 500 deles em Portugal.

c/Lusa

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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