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Sábado, Outubro 23, 2021

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Torres Novas | Grupo de jovens “Novas Raízes” quer devolver ao concelho as oportunidades que este lhes concedeu

Uma dezena de jovens, com uma média de 25 anos, uniu-se para criar um novo movimento torrejano, o “Novas Raízes”. Integrando diferentes linhas políticas mas com uma vontade comum de agradecer as oportunidades e experiências que o concelho lhes concedeu, o grupo vai começar a sua atividade por dar apoio ao estudo a alunos com dificuldades no Agrupamento de Escolas Gil Paes.

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O movimento foi apresentado no dia 18 de setembro no Convento do Carmo, tendo o mediotejo.net estado posteriormente à conversa com dois dos seus elementos, Afonso Borga, 26 anos, e Ilpo Lalli, 28 anos. A ideia de base, segundo esclareceram, passa por reunir jovens com raízes em Torres Novas, por forma a que estes dinamizem atividades no concelho, mesmo que, por uma razão ou outra, já não estejam a viver no território.

“É devolver o que nos foi dado”, esclarece Ilpo Lalli, constatando que “Torres Novas é uma cidade boa para se crescer” mas, conforme refere Afonso Borga, “por vezes faltam razões para ficar”. Neste sentido, o grupo quer contribuir de alguma forma para a dinâmica concelhia, retribuindo as oportunidades e experiências que sentem ter usufruído por terem crescido em Torres Novas, através de uma rede de partilha e solidariedade. 

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Os jovens que integram o “Novas Raízes” estão ligados a diferentes linhas político-partidárias e vêm de áreas tão diferentes como a psicologia, o desporto ou o direito. “É essa diversidade que enriquece o movimento”, frisa Afonso Borga. 

A ideia partiu de Francisco Dinis, um jovem autarca torrejano, pouco antes do início da pandemia, e ficou em suspenso durante este ano e meio, tendo sido reativada por Afonso Borga. “Senti essa necessidade. Quando fui falando com outras pessoas, gerou-se um efeito bola de neve” e o movimento de jovens acabou por efetivamente formar-se e criar um plano de ação.

A equipa está dividida assim por várias áreas de trabalho – desde Ação Social, Desporto, Educação, Ambiente, Cultura, Participação Cívica e Comunicação – mas neste momento o seu principal projeto é ao nível da ação social.

O “Novas Raízes” vai apostar este ano letivo num programa de apoio ao estudo de alunos com dificuldades escolares no Agrupamento de Escolas Gil Paes, para o qual já conseguiram angariar 15 voluntários. 

Outra ideia, ainda em desenvolvimento, é fazer um mapeamento do panorama da juventude no concelho, uma espécie de “Censos Jovem” de Torres Novas. A universidade e a falta de habitação são algumas das razões que levam os jovens a abandonar o concelho, refletem ambos os porta-vozes, frisando porém que é necessário perceber melhor a perspetiva dos jovens. Ainda muito agarrado a modelos do passado, constatam, o concelho tem que procurar outras respostas para responder às necessidades das novas gerações, nomeadamente através da inovação social.

“Gostávamos de ser um caso de sucesso. Acreditamos muito neste trabalho de colaboração”, admite Ilpo Lalli, um português-finlandês-sueco criado em Torres Novas e a personificação do que se pode entender por “nómada digital”, trabalhando a partir de casa para uma startup. “Estes projetos estão em fase de conceptualização. Há um trabalho de qualidade e rigor” a decorrer, frisa, adiantando que outra proposta em cima da mesa é criar um passaporte cultural.

O movimento quer também constituir-se com um meio para apresentar ao poder político os problemas e possíveis soluções para a comunidade juvenil de Torres Novas. Afonso e Ilpo reconhecem a escassa participação cívica das camadas mais novas da sociedade, mas constatam que tal também se deve há inexistência de oportunidades que vão ao encontro das suas motivações. “As formas de participação mudaram tanto”, frisa Afonso, sublinhando a necessidade de se encontrarem novos mecanismos que aproximem os mais novos à cidadania. 

O grupo não nega a hipótese de vir a constituir-se como associação, mas salienta que para já é apenas um movimento que quer construir uma rede de partilha. Os encontros têm ocorrido quinzenalmente e sobretudo através dos meios online, estando o grupo aberto à participação de pessoas mais velhas que queiram contribuir para as causas da juventude.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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