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Torres Novas | Feira de Época cresce e quer superar expetativas (c/vídeo)

A Feira temática de Torres Novas já foi Medieval e Quinhentista, este ano é de Época, com um certame a saber recriar o seu programa consoante o momento histórico que é relembrado. Até domingo, 4 de junho, Torres Novas torna a receber as “Memórias da História”, dedicadas este ano ao cosmógrafo do século XVI/XVII D.Manuel de Figueiredo. Os célebres camelos já estão de volta, mas a aposta deste ano quis ser mais ambiciosa: há cães gigantes, comida vegetariana e um espaço de Feira e recriação histórica que foi alargado para o Jardim das Rosas. Houve ainda a preocupação de identificar melhor os parques de estacionamento e melhorar as condições do evento para receber as famílias.

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A Feira de Época de Torres Novas tem uma pormenor interessante este ano. Pela primeira vez, segundo nos afirmam “a nível nacional”, possui um espaço dedicado aos “gigantes de caça”, da responsabilidade de Ana Madrugo e o grupo “Terra Atomune”. Estes “gigantes” são um conjunto de dogues alemães e um cão lobo checoslovaco, uma paixão da criadora Ana Madrugo que há cinco anos participa neste tipo de feiras por todo o país.

Feira de Época. Presidente Pedro Ferreira

Publicado por mediotejo.net em Quinta-feira, 1 de Junho de 2017

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Os dogues alemães, explica Ana Madrugo, foram em tempos cães especificamente de caça (ao lobo, urso, javali, etc), algo violentos, usados muito pela nobreza nesta atividade e, por tal, figuras muito presentes em muitos registos históricos. Com as misturas de sangue, explica, tornaram-se mais dóceis e hoje, garante, não oferecem qualquer perigo a quem queira passar pela área e fazer uma festa a estes animais de grande porte.

Engenheira zootécnica das Caldas da Rainha, Ana Madrugo dedica-se hoje apenas à criação destes animais, que podem atingir um preço de venda de 2200 euros (os dogues alemães de Ana Madrugo têm também distinções em concurso caninos). “Torres Novas inovou, não só a nível nacional como internacional, porque ninguém coloca 16 cães” em exposição e contacto com o público. Em anos anteriores, explicou, andava apenas a passear pela feira com um dos cães pela trela. Este novo modelo foi uma proposta sua ao município que acabaria por ser aceite.

Ana Madrugo é criadora de dogues alemães, na “área gigantes de caça”. Foto: mediotejo.net

A responsável garante que a presença dos animais faz muito sucesso nestas Feiras, tendo percorrido várias por todo o país. “Eu deixo de ter cão, só trela. Junta-se muita gente à volta”, admite.

Segundo dados dos serviços municipais, esta foi a Feira com mais candidaturas até hoje: 140 expositores, aos quais se juntam 30 grupos de animação e um recorde de 400 voluntários para participar na iniciativa e figuração. A expetativa já lançada é chegar aos 65 mil visitantes, mas o presidente da Câmara, Pedro Ferreira, admite que os números possam ser superiores.

Em declarações ao mediotejo.net, Pedro Ferreira falou do evento como uma “promoção da cidade, promoção do centro histórico”, que tem sido aperfeiçoado ao longos dos anos por uma equipa específica dedicada ao projeto. Este ano optou pelo “alargamento da zona de atuação” e o crescimento do evento para o Jardim das Rosas. “É um espaço muito agradável, junto ao rio, junto à biblioteca, que é usado sobretudo por crianças. Foi a pensar nelas que dinamizamos aqui muitas atividades”, explicou. À entrada é entregue também uma pulseira às crianças, para que os pais coloquem os contactos em caso da criança se perder. Há ainda um espaço reservado para mudas de fraldas, com microondas, sofás e um parque infantil.

Foto: mediotejo.net

O município apostou ainda em grandes placares com indicação dos parques, por forma que seja mais fácil o acesso. “Quero acreditar que o tempo bom como está virá muita gente, estamos muito bem localizados”, terminou o autarca com expetativa.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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