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Terça-feira, Setembro 28, 2021

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Torres Novas | Família de Carlos Reis cede espólio particular nos 80 anos do Museu-Biblioteca

A Biblioteca e o Museu de Torres Novas celebram este ano o seu 80º aniversário, lembrando os nomes dos seus dois grandes fundadores: Gustavo Pinto Lopes e Carlos Reis. Na terça-feira, 20 de junho, a data foi marcada com a inauguração de um novo núcleo no Museu Municipal, com uma coleção particular da família de Carlos Reis e peças que lhe foram oferecidas pelo Rei D. Carlos e pela Rainha Dona Amélia. Na Biblioteca foi inaugurado o mural pintado pelos alunos do 12º ano da Secundária Maria Lamas.

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“Carlos Reis de volta a casa” é o nome da nova exposição do Museu Municipal, que nestes 80 anos tem patente quadros familiares do artista e mobiliário oferecido pela família real portuguesa, de quem era amigo. Em carta enviada ao Museu, o bisneto de Carlos Reis, que possui o mesmo nome, agradeceu a toda a equipa e à Câmara Municipal a “preservação da memória do meu avô”.

A coleção foi apresentada ao público na terça-feira, no âmbito das cerimónias que marcam o aniversário da Biblioteca e do Museu. “Isto é possível graças à ligação simpática com o bisneto de Carlos Reis”, frisou a diretora do Museu Municipal Carlos Reis, Margarida Moleiro.

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Museu recebeu da família de Carlos Reis um filme com imagens do artista em ambiente familiar Foto: mediotejo.net

Tratam-se de quadros de família que se encontravam no Palácio Nacional da Ajuda e que agora são cedidos à instituição torrejana em regime de depósito. Dada a amizade com o Rei D. Carlos, há ainda um conjunto de peças de mobiliário oferecidas pelo monarca a Carlos Reis, como uma mesa de apoio de pintura que pertenceria ao próprio monarca e que ficou para o artista após o regicídio. “Este trabalho com o bisneto de Carlos Reis tem sido tão profícuo que temos o espólio documental” do artista, adiantou a responsável. Neste novo núcleo há inclusive um filme com várias imagens dos inícios do século XX, onde Carlos Reis surge em ambiente familiar.

Foi o neto de Carlos Reis, Pedro, que primeiro contactou o município. Após o seu falecimento, o relacionamento tem-se mantido com o bisneto, Carlos, que vive no Brasil. “Temos hoje aqui o resultado do diálogo com a família”, sintetizou a vereadora Elvira Sequeira.

A celebração seguiu para a Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, com a inauguração também de uma exposição comemorativa e do mural pintado por alunos de artes do município. Ao fim do dia houve concerto com Né Ladeiras.

Gustavo Pinto Lopes foi o grande patrono da Biblioteca e do Museu do concelho, projeto ao qual se juntaria Carlos Reis, doando algumas das suas obras. O Museu recebeu o nome do artista em 1942. Apesar de ter nascido e mais tarde casado em Torres Novas, Carlos Reis viveu em Lisboa e morreria em Coimbra. É considerado um naturalista, tendo tido como patrono o rei português.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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