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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Torres Novas | Falha de carreiras levanta preocupações sobre empresa que explora os TUT

O executivo municipal de Torres Novas discutiu na reunião de terça-feira, 28 de dezembro, a manutenção do contrato com a empresa que explora os Transportes Urbanos Torrejanos (TUT), a TRN – Rodoviária Internacional e Nacional, Lda. A falha de algumas carreiras durante um período de cerca de 11 dias fez levantar a questão de se avançar para a denúncia do contrato, tendo-se optado por dar mais uma oportunidade à empresa de resolver os seus problemas. Decidiu-se também perdoar a multa prevista de 611 euros, atendendo às dificuldades da empresa e do contexto nacional.

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A TRN venceu o concurso para explorar os TUT há um ano, mas, segundo mencionado pelo vereador Luís Silva (PS), desde o início que começou a dar problemas, sendo que na data que estava previsto começar a trabalhar não havia carros disponíveis.

A empresa é “frágil”, reconheceu o autarca, constatando assim indiretamente que o problema da falha de carreiras em alguns trajetos durante mais de uma semana poderá ser mais profundo que o que aparenta.

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À votação foi a aplicação de uma penalização pelo incumprimento do contrato, tendo-se colocado em análise se se denunciava o mesmo, evitando-se a sua renovação no próximo ano. Para além da falha de carreiras durante cerca de 11 dias, o presidente Pedro Ferreira (PS) mencionou que lhe foi indicado que haveria pagamentos atrasados aos motoristas, algo que a empresa lhe garantiu que não se verifica.

A TRN garantiu também, afirmou Pedro Ferreira, que a situação não se tornará a repetir e que as falhas se deveriam à avaria de três autocarros.

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“Isto é um serviço público de transporte, não podemos permitir que se interrompa”, constatou o presidente. Levantou assim a hipótese de se denunciar o contrato e abrir novo concurso para exploração dos TUT, socorrendo-se nesse processo da empresa que ficou em segundo lugar, a Rodoviária do Tejo. 

A denúncia do contrato tem que ser feita antecipadamente, caso contrário o contrato renova automaticamente. Pedro Ferreira acabou por sugerir dar mais um mês para ver se a situação se regulariza e depois tomar a decisão.

A oposição foi sensível à situação, mas António Rodrigues (Movimento P’la Nossa Terra) considerou que se deveria perdoar também a sanção de 611 euros à empresa, constatando as dificuldades que esta já atravessa e dando assim a oportunidade de se corrigir antes de se avançar para multas. Carlos Graça (PSD-CDS) partilhou da mesma posição, questionando porém se os incumprimentos foram apenas agora ou já ocorriam.

Com o pelouro dos transportes, Joaquim Cabral (PS) referiu que “houve dificuldade nalgum diálogo” face às tentativas do município em tentar compreender o porquê da carência de carros. O vereador considerou que se deveria manter a sanção como “sinal”.

Após algum debate, optou-se por, desta vez, não aplicar a coima, atendendo às dificuldades inerentes à situação pandémica e da própria empresa. “Na próxima vez tem que ser uma mão dura”, frisou Luís Silva. 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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