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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Torres Novas | Fabrióleo mudou de morada mas BE garante que a fábrica continua a funcionar

O IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação notificou por email e carta registada a Fabrióleo da ordem de encerramento do Tribunal Central Administrativo Sul, mas a carta foi devolvida devido a mudança de morada. Na reunião de câmara de terça-feira, 21 de julho, o presidente Pedro Ferreira (PS) garantiu que está a acompanhar o processo, adiantando que a Fabrióleo apresentou recurso da decisão do tribunal. O Bloco de Esquerda (BE) disse que a fábrica em Carreiro da Areia continua a funcionar.

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Pedro Ferreira fez um ponto de situação do caso Fabrióleo na abertura da reunião camarária, a primeira pública depois do confinamento. Segundo informação que lhe terá sido transmitida pelo IAPMEI, a empresa de óleos vegetais apresentou recurso da decisão de encerramento do tribunal, porém permanece a obrigação de encerrar a fábrica em Carreiro da Areia, responsável pela poluição e intensos maus cheiros que afetam a população.

O IAPMEI notificou a empresa por email e carta registada, mas a carta terá sido devolvida por motivo de mudança de morada.

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Na mesma sessão, a vereadora Helena Pinto (BE) adiantou que a ribeira junto à fábrica continua a correr, em pleno verão, quando devia estar seca. Será a prova, argumentou, de que a fábrica continuará a laborar, não obstante a ordem de encerramento.

Posteriormente, a deputada do BE eleita pelo círculo de Santarém, Fabíola Cardoso, interpelou por carta o Ministério da Economia e da Transição Digital sobre o caso.

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Refere o texto, enviado à nossa redação, que “o Bloco de Esquerda teve conhecimento, por informações transmitidas em reunião pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, que a carta com a notificação para o encerramento da empresa foi
devolvida porque a sede da empresa já não será no local de Carreiro da Areia. Sabemos que este processo, que dura há longos anos, tem passado por situações caricatas e têm sido utilizadas todas as formas possíveis para empatar e prolongar artificialmente os prazos. Mas o que agora está em causa é a própria autoridade do Estado. A empresa continua a receber camiões e prossegue com as descargas de efluentes para a ribeira da Boa Água. Os maus cheiros, insuportáveis, obrigam a população a viver sem poder abrir as janelas das suas habitações. Acresce que nos últimos dias as atividades poluidoras têm aumentado de intensidade”.

A deputada apela a que o IAPMEI e o próprio Governo tomem as medidas necessárias para que as decisões do Tribunal sejam cumpridas.

Questiona assim “que medidas vai o Governo tomar, no imediato, para que seja cumprida a decisão de encerramento da empresa Fabrióleo, colocado assim um ponto final nas atividades poluidoras que ainda persistem?”

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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