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Sábado, Julho 24, 2021

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Torres Novas | Fabrióleo dispõe-se a financiar coletor municipal na Boa Água

A empresa que mais vezes é apontada como poluidora diz ter investido 3,5 milhões de euros em requalificação ambiental e construído uma ETAR Biológica e lamentar que as descargas ilegais continuem a acontecer, sem que “os verdadeiros agentes poluidores sejam identificados”.

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Na sequência de um conjunto de decisões judiciais favoráveis relativas à atuação da empresa Fabrióleo quanto à poluição na ribeira da Boa Água, a empresa vem agora apelar às autoridades para que construam um coletor municipal na zona, mostrando-se disposta a financiar a obra. Num comunicado enviado às redações, a Fabrióleo dá conta que não só foram arquivadas duas contra-ordenações à empresa pela Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, como também o Tribunal Administrativo de Leiria confirmou que a ETAR da Fabrióleo já se encontra legalizada.

“Empenhada no apuramento da verdade quanto às fontes de poluição da Ribeira da Boa Água”, a Fabrióleo começa por apelar para que se “aumente a vigilância e investigue, de forma isenta, as reais fontes poluidoras dos recursos hídricos da região”. A empresa alega que, “apesar das várias denúncias feitas pela Fabrióleo às autoridades competentes, estas descargas ilegais continuam a acontecer, sem que os verdadeiros agentes poluidores sejam identificados”.

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Por isso sugere que “se avance rapidamente com a construção do coletor municipal na zona das ribeiras da Boa Água e Serradinho, não só para permitir às empresas da zona uma ligação à ETAR de Torres Novas, mas também para promover o saneamento básico na região”, escrevem, numa alusão às obras que também ainda serão necessárias a nível municipal. “Pretende-se que este coletor constitua o ponto de partida para o objetivo final de desenvolvimento de drenagem de águas residuais nesta sub-bacia do Almonda”, defende a empresa que se dedica ao tratamento de óleos vegetais, disponibilizando-se “para comparticipar financeiramente com uma parcela do investimento necessário para a construção deste coletor”.

A empresa dá ainda conhecimento que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria já declarou que a ETAR biológica da Fabrióleo se encontra legalizada. “Está provado que a arguida [a Fabrióleo], no dia 30 de setembro apresentou um requerimento de legalização da obra ilegal e, que à data de hoje, a obra já está legalizada com licença”, refere o despacho de sentença, lido a 5 de maio e citado pela empresa. “Nos últimos anos a Fabrióleo investiu 3,5 milhões de euros em requalificação ambiental, tendo a empresa construído a ETAR Biológica, na sequência de recomendações dadas pelo IAPMEI”, refere.

A empresa dá ainda conta do arquivamento de duas queixas de poluição de que era acusada. “A Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) decidiu arquivar os processos relativos a duas contraordenações ambientais muito graves, por poluição das águas superficiais, que recaiam sobre a Fabrióleo. Num dos processos, relacionado com a poluição da Ribeira do Serradinho e do Ribeiro do Pinhal, a IGAMAOT arquivou o auto justificando que na “área em que se encontra instalada a arguida [Fabrióleo] existem outros operadores/agentes, não conseguindo por isso estabelecer o nexo de causalidade entre causa e efeito”.

A Fabrióleo lembra ainda que pediu ao Departamento de Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL) um estudo sobre a bacia da ribeira da Boa Água, assim como o mapeamento de todas as fontes poluentes. “A primeira parte do estudo já foi publicada em janeiro, tendo os resultados deste trabalho científico concluído que em relação à poluição do “Ribeiro do Serradinho e da Ribeira da Boa Água, nesta fase apenas é possível afirmar que a Fabrióleo terá uma influência mínima na poluição dos referidos cursos de água”. Os técnicos da FCT-UNL encontram-se agora a finalizar a segunda e terceira fases do estudo e, em breve, será disponibilizado o relatório final”.

A Fabrióleo diz ainda ter total disponibilidade para trabalhar com todas as instituições públicas e privadas, no caminho da sustentabilidade ambiental da região.

De recordar que o Ministério Público arquivou recentemente um conjunto de queixas sobre poluição na ribeira da Boa Água que, além da Fabrióleo, incidiam sobre outras empresas da região. Existem, no entanto, mais investigações a decorrer.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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1 COMENTÁRIO

  1. Boa!
    E efectivamente isto só se resolve com emissários proprios e até mais a Fabriólio tem o mesmo direito que outras empresas em aceder à ETAR das Aguas do Ribatejo. >Essa ideia de que as AR são pertença do presidentes das câmaras da Chamusca e >T Novas está ultrapassadissima .
    Trata-se duma boa decisão da Fabrióleo e deixa encostado à parede as AR e os presidentes que terão andado a brincar com o ambiente a fazer asneiras, pois os seus Concelhos não lhes pertencem, mas sim às populações e no fundo a todos os portugueses. Deixará também em maus lençóis a Componatura e que para mim será a principal poluidora. Recordo que a própria administração desta empresa, já o reconheceu,(componatura) bem como a APA e IGAMAOT .Ao ser aprovado este emissário desde a fabriólio até à Etar DAS AR, todos estes prevaricadores ficarão a descoberto e nisso incluo o senhor presidente da Câmara de TN, o Crit e até a Cadeia de TN, MAIS A ESCOLA DE POLÍCIA, que terão andado a acusar a Fabriólio quando eram outros a descarregar para o Ribeiro da Boa Água.
    https://sos-riotejo.blogspot.pt/

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