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Terça-feira, Novembro 30, 2021

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Torres Novas | Fabrióleo desiste de queixa-crime contra Arlindo Marques por alegada difamação (c/vídeo)

Sem o apoio do Ministério Público, a empresa de óleos vegetais Fabrióleo desistiu esta quarta-feira, 12 de maio, da queixa-crime por difamação contra Arlindo Marques. Pedro Gameiro e António Gameiro, os promotores da acusação, voltaram a não comparecer à sessão, com a própria advogada a adiantar que não tem conseguido entrar em contacto para pedir os atestados médicos que justificam a ausência de ambas as sessões.

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A sessão estava marcada para as 15h30 no Tribunal de Torres Novas, mas a espera estendeu-se tarde dentro, com a informação de que provavelmente não haveria julgamento mas uma “diligência”. Fonte oficial da empresa confirmaria à Lusa a “desistência da ação”, tendo afirmado que os proprietários da Fabrióleo, fábrica de óleos vegetais instalada em Torres Novas, que não compareceram nas duas sessões do julgamento, “estão cansados de casos mediáticos e gostavam de ver todos estes assuntos encerrados”. 

O proprietário da Fabrióleo e o filho – António Gameiro e Pedro Gameiro, respetivamente – reclamavam um total de oito mil euros de indemnização a título de compensação por “crimes de difamação com publicidade e calúnia na rede social Facebook”, responsabilidade que imputavam ao ambientalista Arlindo Marques, conhecido como o ‘guardião do Tejo’.

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Há ainda um outro processo pendente em tribunal, com o mesmo tipo de acusação.

VÍDEO | ARLINDO MARQUES, AMBIENTALISTA

Na primeira sessão, dia 6 de maio, o Ministério Público informou que não acompanhava a queixa, uma vez que alegou não haver forma de provar que foi o indivíduo Arlindo Marques que publicou os comentários difamatórios em causa na página com o seu nome no Facebook, considerando não haver assim indícios suficientes para os factos imputados.

Em causa está um conjunto de posts que Arlindo Marques terá publicado em 2019, com manifestações quanto à sua frustração pelo atraso e, por fim, arquivamento da queixa por alegada tentativa de homicídio envolvendo Pedro e António Gameiro a 25 de julho de 2016. Nesse dia, o ativista filmava mais uma vez a poluição da ribeira da Boa Água quando sucedeu o incidente com Pedro e António Gameiro.

Para a Fabrióleo, Arlindo Marques é um “influencer” das redes sociais que promove o ódio contra os donos da empresa. A filha e irmã dos elementos da família Gameiro, Ana Maria Gameiro da Silva, foi a única testemunha da acusação, afirmando que Arlindo Marques tem difundido informação deturpada nas redes sociais e causado grande sofrimento à família. 

Movimento BASTA ainda esticou uma faixa de contestação, mas a Fabrióleo não apareceu Foto: mediotejo.net

A 6 de maio nem Pedro Gameiro nem António Gameiro, “assistentes” no processo, compareceram à sessão, alegando-se questões de saúde. Esta quarta-feira, a advogada da acusação começou por explicar que não tinha os atestados médicos a justificar as ausências porque os clientes têm estado “incontactáveis”. Também nesta data eles não compareceram.

No entanto, continuou, foi manifestada a vontade de desistirem da queixa. A juíza questionou então Arlindo Marques se ele aceitava a desistência, ao que este respondeu: “Sim, aceito. Não devia era estar aqui, mas pronto.”

Face aos pedidos da advogada da acusação, foram dados mais cinco dias para que a família Gameiro entregue os atestados médicos comprovando a impossibilidade de comparecer à sessão. Só então o processo estará definitivamente encerrado, sendo as custas judiciais pagas por Pedro e António Gameiro. 

Em declarações ao mediotejo.net, Arlindo Marques confessou já estar à espera deste desenvolvimento. “Não fiz mal a ninguém”, comentou. “Não posso dizer que se fez justiça. Não fui julgado, eles que não apareceram”, constatou, lamentando estar-se “a entupir um tribunal com situações destas”. 

Arlindo Marques aguardou várias horas até ficar a saber que a queixa tinha sido retirada Foto: mediotejo.net

Arlindo Marques adiantou que tem outro processo de difamação colocado pela Fabrióleo, o qual o Ministério Público já acompanha. Não sabe assim o futuro, constatando que tem sido hábito da família colocar os processos e depois não aparecer, fazendo as pessoas perderem dinheiro e tempo em ações judiciais que acabam por não resultar em nada.

A acompanhar Arlindo Marques estiveram algures populares e os movimentos ambientalistas Basta, ProTejo e ainda a CLAPA – Comissão de Luta Anti-Poluição do Rio Alviela.

c/LUSA

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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