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Terça-feira, Outubro 19, 2021

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Torres Novas | Ex- presidente António Rodrigues apresenta a autobiografia de um homem que “ainda quer fazer mais coisas” (c/vídeo)

Garante que não está a preparar a campanha eleitoral, mas o seu discurso e o que revela nas mais de 300 páginas da sua autobiografia deixam indícios de que a ideia, pelo menos, está presente. No último capítulo de “A força do sentir”, livro que António Rodrigues, 65 anos, presidente da Câmara Municipal de Torres Novas entre 1994 e 2013, apresentou na segunda-feira, 8 de junho, reclama inclusive um “futuro para o concelho”. Sem abrir o jogo, diz que quer com esta obra apenas agradecer a todos os que o auxiliaram no seu percurso. A obra tem três prefácios, assinados por Edite Estrela, Jorge Santos e Xanana Gusmão.

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António Rodrigues planeara uma apresentação diferente, num evento público com a presença dos três autores dos prefácios, mas a pandemia estragou os planos. O livro “A força do sentir” teve assim uma pequena apresentação na livraria/alfarrabista D’outro Tempo, no centro histórico de Torres Novas, na presença apenas da comunicação social, ao início da tarde de uma segunda-feira sem grande história.

As perguntas sobre uma pré-recandidatura ao município torrejano foram inevitáveis, tendo admitido que a ideia está em aberto. António Rodrigues agradece o incentivo dos amigos e não esconde que, na sua opinião, Torres Novas precisa de uma outra visão política. No final do livro apresentado na segunda-feira, deixa inclusive as linhas gerais do que entende serem os principais temas estruturantes do município para os próximos anos.

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António Rodrigues foi presidente de Torres Novas durante 20 anos e não esconde a vontade de voltar a ter um papel no futuro do município Foto: mediotejo.net

Este seu livro é descrito por Edite Estrela como “um ensaio autobiográfico, com revelações subjetivas e intimistas, na linha confessional de Jean-Jacques Rousseau”. E continua explicando que “esta obra é uma narrativa na primeira pessoa do singular, que explica a sua razão de ser e lhe define a natureza, encadeada com as vidas das muitas pessoas que com o biografado se cruzaram em diferentes épocas e lugares, que o aconselharam, apoiaram, com ele trabalharam”.

“Num diálogo implícito e cúmplice com o leitor, convidado invisível e companheiro de aventura, o autor vai urdindo pequenas histórias de grande intensidade afetiva, com personagens de carne e osso, atores de uma peça monumental que era o quotidiano de Torres Novas”, reflete.

Ex-presidente António Rodrigues apresenta livro em Torres Novas

Publicado por mediotejo.net em Segunda-feira, 8 de junho de 2020

Salienta ainda Edite Estrela no prefácio, esta biografia inclui um pouco de tudo: memórias, confissões, cartas, discursos, relatos de viagens, relatórios de atividades, contas, diálogos, retalhos de outras vidas.

Adelino Correia-Pires, anfitrião do espaço de apresentação do livro, afirmaria que António Rodrigues é o centro da obra, “é o centro de tudo”, excesso de auto-foco no qual entende que o livro perde força. “A sua matriz” de ação “está patente no livro”, atreveu-se a refletir, “foge-lhe o pé quando fala mais de si próprio e emerge quando fala dos outros”. Aí, disse, “eleva a sua faceta de humanista, que o é. Quando o António Rodrigues fala dos outros, desprendido, o seu humanismo, gratidão, emergem e é um regalo lê-lo”.

Frisando os vários paradoxos inerentes ao livro – como a própria capa, onde a fotografia revela um misto de nostalgia e espírito de confronto – Adelino Correia-Pires destacaria, porém, que “A força do sentir” não é “um livro de afronta, não é um livro de ajuste de contas”.

António Rodrigues começou por dizer que as páginas mais importantes do livro são a 17 e a 42. Sobretudo a 42. A 17 é uma dedicatória à esposa, Mimi, e ao amor da partilha. A 42 é uma ode à mãe e à forma como conseguiu que o filho fizesse o exame da quarta classe, apesar do pai ter ordenado o contrário. O episódio, frisou o autarca, marcaria de forma determinante o seu percurso, uma vez que lhe permitiu continuar a estudar (e não acabar no destino mais certo para aquela época, anos 60, que era ir dar serventia na construção).

Obra tem prefácios de Edite Estrela, Xanana Gusmão e Jorge Santos Foto: mediotejo.net

“Livro de um torrejano essencialmente feito para os torrejanos”, sublinhou, que, através da narração do seu trajeto de vida, “visa agradecer às pessoas que me acompanharam nestes anos todos”. “É um livro de gratidão”, reiterou, em que o leitor ficará a conhecer “a realidade de Torres Novas” nos últimos 40 anos.

Além da passagem pelas lides do município ou pelo Clube Desportivo de Torres Novas, António Rodrigues foca também a relação com Cabo Verde e Timor-Leste, países com que o município estabeleceu ligações de proximidade. “Isto é a vida de alguém que ainda quer fazer mais coisas”, frisou o autarca.

Questionado sobre o título, “A força do sentir”, António Rodrigues explicou que quis transmitir a ideia da força da emoção. “Quem não sente, não sabe decidir”, frisou, “não conhece as coisas”, “não aprofunda”. Foi essa a principal ideia que quis transmitir sobre si próprio.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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