Torres Novas | Ex-Chefe da PSP em julgamento por vender boxes piratas de TV Cabo

Encontra-se a decorrer no Tribunal de Santarém o julgamento de um ex-chefe da PSP da Escola Prática de Torres Novas, acusado de vender boxes adulteradas de TV Cabo. Segundo adianta o jornal online Rede Regional, o arguido de 59 anos, reformado, confessou na segunda-feira, 13 de maio, o crime ao coletivo de juízes, assegurando que não o fez movido pelo desejo de enriquecer. O processo continua a decorrer.

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O ex-agente vendia boxes adulteradas de TV por cabo e fornecia o acesso a canais “premium” das operadoras comerciais a troco de uma mensalidade. Segundo avança a mesma fonte, o arguido garantiu que não pretendia enriquecer com o esquema (10 euros/mês), mas cobrir os custos que tinha com as assinaturas dos seus pacotes de serviços, que rondariam os 400 euros mensais.

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O Ministério Público sustenta que o ex-chefe da PSP era mentor de um esquema lucrativo de “cardsharing”. O ex-agente referiu porém que apenas fornecia os códigos de acesso aos canais pagos a gente com que ia contatando em “chats” e “fóruns” da Internet, a quem nunca cobrou dinheiro de forma sistemática e organizada, informa a mesma página online.

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O ex-responsável encontra-se atualmente reformado e terá começado a usar a internet no decorrer de uma baixa médica, em sequência de uma depressão psiquiátrica profunda. Terá no entanto criado “vício por computadores”.

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“Acusado pelo MP de ter cobrado uma mensalidade fixa a centenas de clientes ao longo dos quatro anos a que se dedicou a esta atividade, o arguido não conseguiu precisar ao certo a quantas pessoas terá fornecido os códigos de acesso, nem conseguiu explicar a proveniência de muitas transferências bancárias feitas para as suas contas, e que, segundo a Acusação, dizem respeito a mensalidades paralelas”.
“O arguido reconheceu também que adquiriu várias boxes no estrangeiro através da Internet, mas disse tê-lo feito para entregar a pessoas que não sabiam fazer compras on-line, e que as mesmas já vinham adulteradas”, refere a Rede Regional.
Sabendo que a atividade era ilegal, o ex-agente não esperaria no entanto ir a tribunal, pensando que seria apenas alvo de multa ou contraordenação. Negou ainda ter publicitado os seus serviços.
O ex-chefe da PSP está a ser acusado de um crime de acesso ilegítimo, um de detenção e venda de dispositivos ilícitos, e outro de usurpação de direitos de autor. O julgamento vai prosseguir com a inquirição dos técnicos informáticos da Polícia Judiciária, da ANACOM e da operadora NOS, que reclama um prejuízo que ronda os 70 mil euros, tendo por base o valor que deixou de receber pelo acesso ilegítimo aos canais, adianta a mesma fonte.

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