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Sexta-feira, Julho 23, 2021

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TORRES NOVAS: DÍVIDA DO MUNICÍPIO DIMINUIU 4,79% EM 2015

O Relatório de Gestão da Câmara de Torres Novas foi apresentado em reunião extraordinária, na passada terça-feira, 19 de abril. O presidente, Pedro Ferreira, garante que “o município continuou a apresentar sustentabilidade financeira”, terminando o ano de 2015 com uma dívida de 24,1 milhões de euros, menos 4,79% que no ano anterior, numa “tendência descendente registada nos últimos quatro anos”. Neste período a dívida diminuiu quase 10 milhões de euros.

Houve um resultado líquido do exercício positivo de 5,2 milhões de euros, “melhor do que em 2014 em 71,6%”, um saldo de gerência a transitar para o corrente ano de 3,1 milhões de euros e uma taxa de execução das grandes opções do plano de 96% do faturado e pago.

Tanto o Bloco de Esquerda (BE) como a CDU não concordaram com a análise dos números, votando contra o tópico. O PSD absteve-se.

O presidente Pedro Ferreira declarou na reunião que, “apesar do esforço financeiro anual e para os próximos anos do pagamento do serviço da dívida, no valor de 4.165.858,89/ano, o município continuou a apresentar sustentabilidade financeira, apurando um saldo primário superior ao serviço da dívida, cumprindo assim o definido como equilíbrio orçamental regulamentado pela Lei 73/2013”. A cultura em 2015 teve um investimento de 599.3330 euros e um resultado deficitário de 415.920 euros, “que gradualmente urge diminuir”.

Já a dívida a terceiros está atualmente nos 24 milhões de euros, uma diminuição de 10 milhões nos últimos quatro anos. A média de pagamentos está nos 11 dias, encontrando-se o município com uma autonomia financeira de 60,68%.

Os números levantaram várias críticas da oposição. Helena Pinto (BE) sublinhou o esforço financeiro causado pela indemnização ao Grupo Lena. “O serviço da dívida é muito alto – 4.165.558,89 – o que condiciona a política de investimento da autarquia. A dívida do Município a terceiros aumentou por via do pagamento à Construtora do LENA. É necessário clarificar que o “Resultado Líquido” de 5.215.176,00 não significa uma boa gestão”, enumerou. “O Bloco de Esquerda vota contra e não pode deixar de alertar para o agravamento dos problemas em 2016. Este ano vamos pagar 1,6 milhões de euros à Construtora do LENA, pelo Parque Almonda, mas pelo que sabemos o apetite por indemnizações pagas pela autarquia é insaciável e, além do caso do terreno nas Cotôas, ainda virá a indemnização do Convento do Carmo, se mais casos não existirem”, terminou Helena Pinto.

Já Ana Filipa Rodrigues (CDU) considerou “a partir dos dados constantes no relatório, que os interesses dos torrejanos não têm sido defendidos. Ou seja, a ‘narrativa proactiva’ não foi suficiente para camuflar a verdadeira realidade do município”.

O executivo refuta as acusações, lembrando que “2015 foi o ano de encerramento do QREN”, pelo que “é importante realçar o esforço desenvolvido na conclusão de grandes obras como a do Convento do Carmo e da Escola Manuel de Figueiredo, traduzindo-se num investimento de 4.132.106,00”.

O Convento do Carmo continuará a ser financiado em 2016 pelo Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), uma vez que a obra não foi concluída até 31 de dezembro.

*Notícia corrigida a 21 de abril, atualizando os valores de diminuição da dívida da autarquia.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

2 COMENTÁRIOS

    • O título inicial foi alterado porque podia induzir os nossos leitores em erro. A indemnização ao Grupo Lena, que continua a ser referida no texto (e tema a que temos dado ampla cobertura), não teve ainda reflexo nas contas de 2015. A alteração realizada no texto é aliás referida no final do artigo, em nome da transparência com os nossos leitores.

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