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Sábado, Julho 24, 2021

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Torres Novas | Destino de Estação Elevatória aguarda reunião com as Águas do Ribatejo

O grupo de porta-vozes da população de Ribeira Ruiva, que se tem manifestado contra a construção da estação elevatória de esgotos domésticos junto à praia fluvial da Ribeira, foi à reunião de câmara de Torres Novas de 6 de junho, terça-feira, pedir um ponto de situação e alternativas à estrutura. O presidente da Câmara, Pedro Ferreira, informou que se vai reunir com a Águas do Ribatejo, dona da obra, e que contactará a população assim que tiver mais informações.

Existe uma velha estação, com cerca de 30 anos, mas encontra-se debaixo de terra. A nova estrutura pretende resolver os problemas de funcionamento da anterior, no entanto, contrariando a informação anteriormente veiculada de que seria também subterrânea, encontra-se a ser construída no exterior, junto ao rio Almonda e no coração da praia da Ribeira.

Desde que a CDU deu o primeiro alerta, há cerca de um mês, a obra continuou a crescer, o que já motivou uma manifestação da população local a 28 de maio. Os populares querem que estrutura seja deslocalizada, a fim de preservar o espaço balnear, único do género no concelho.

Reunião de câmara de 6 de junho de 2017. Sérgio Formiga, ao centro, pede ponto de situação sobre estação elevatória da praia da Ribeira Foto: mediotejo.net

“Estão ali mais de 200 mil euros investidos”, lembrou um dos porta-vozes da população, Sérgio Formiga, ex-presidente de junta da Ribeira Branca (freguesia extinta em 2013), remetendo para a requalificação da praia fluvial em 2010. “Alguém olhou com uma visão de futuro para aquela obra que se está ali a fazer?”, questionou. No local existe inclusive um edifício de apoio à praia que nunca chegou a ser concessionado.

Pedro Ferreira explicou que a obra da estação elevatória foi alvo de uma candidatura a fundos comunitários e que todo o processo é complexo. Argumentaria porém que no projeto entregue aos serviços municipais nunca se equacionou uma estação enterrada a nove metros, como foi referido pelo público presente. Adiantaria assim a realização de uma reunião na próxima semana com a Águas do Ribatejo para discutir o tema, sugerindo depois reunir-se com a população.

A explicações de Pedro Ferreira não agradaram no entanto aos porta-vozes, nem quando este mostrou um esboço da projeto final da estação, que ficará semelhante a uma pequena casa. “Tem que deixar de ser refém da Águas do Ribatejo”, afirmaria Pedro Neves, um dos elementos, contestando a visão concordante do presidente em torno do projeto. Outro dos presentes estimaria em 2 a 3 mil euros a deslocalização da obra.

Todas as bancadas políticas pronunciaram-se sobre o tema, com Henrique Reis (PSD) a apelar ao encontro de uma solução que respeite a população, Filipa Rodrigues (CDU) a defender a deslocalização da estrutura e Helena Pinto (BE) a resumir o tema a uma questão de “vontade política”.

A discussão estendeu-se ao restante público presente, com intervenções breves de alguns populares. Entre o público, o candidato do CDS à Câmara de Torres Novas, Miguel Bento, apelou a que se encontrem medidas concretas sobre o tema.

Pedro Ferreira encerraria o tópico garantindo que assim que tiver informações comunica aos porta-vozes da população da Ribeira Ruiva.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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