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Quarta-feira, Junho 23, 2021

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Torres Novas | Curso de logística da EPTN quer dar respostas à necessidade crescente do setor

A Escola Profissional de Torres Novas (EPTN) desenvolve até ao dia 28 de maio uma Semana da Logística, promovendo o debate entre o setor e os alunos do curso profissional de técnico de logística, que vai no seu segundo ano. Esta terça-feira, dia 25, a abertura contou a presença de representantes da Zolve e da Renova, que deram a conhecer os desafios logísticos dos respetivos negócios. O setor, garantiu-se, está a crescer e precisa de recursos humanos qualificados.

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“É uma luta minha que a EPTN seja uma escola especializada em logística”, admitiu Luís Silva, presidente da direção da escola profissional e vice-presidente da Câmara de Torres Novas. A instituição tem procurado mostrar a importância do setor e da formação na área, sendo que o desafio para o próximo ano, adiantou, é trazer especialistas internacionais a esta Semana da Logística.

“A logística é aquela função fundamental” que une produtor e consumidor, sintetizou, “não é assim tão simples ter tudo no sítio certo à hora certa”.

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curso de técnico de logística vai no seu segundo ano Foto: mediotejo.net

Já o presidente da Câmara, Pedro Ferreira, lembrou que Torres Novas está no centro do país, com bons acessos às autoestradas e perto de Lisboa. “Somos o quilómetro zero para a Europa”, frisou, destacando assim a potencialidade do concelho para crescer ainda mais na área da logística. “Este curso tem um significado especial para a região”, concluiu.

Após uma visita à pequena exposição com trabalhos dos alunos, na Biblioteca Municipal, seguiu-se as intervenções da Zolve, empresa de logística na área alimentar sediada em Riachos, e da Renova, que está a construir um novo centro de logística no concelho.

Ambos os intervenientes explicaram aos alunos a complexidade e as exigências da área para os respetivos negócios, que exige sobretudo uma grande capacidade de planeamento, mas que também se pode tornar apaixonante e tende a criar carreiras para a vida. No geral, ficou a ideia de um setor em expansão, não obstante a crise sanitária, e com oportunidades de trabalho. 

O curso de logística da EPTN vai no seu segundo ano e conta com 29 alunos nos dois anos de ensino. A coordenadora do curso, Fátima Duque, referiu ao mediotejo.net que a perceção junto dos empresários é que há necessidade de recursos humanos qualificados e as empresas estão a recrutar, esperando-se que os alunos não tenham dificuldade em encontrar trabalho, nomeadamente na região.

“A nossa região tem muitas empresas de logística e precisa de profissionais bem formados”, explicou, constatando que o que tem atraído os alunos para o curso é a perspetiva de facilidade em arranjar emprego.

Os alunos saem formados com competências variadas a nível técnico, nomeadamente gestão de stocks, logística internacional e toda a área tecnológica de receção e expedição de mercadorias.

Dia 26, quarta-feira, a Semana da Logística continua na Biblioteca Municipal, com intervenções da AGROGREEN e da Transportes Sérgio Ludovino. Dia 27 é a vez da LOGISTICS e do Intermarché. Dia 28 a Semana encerra no auditório EPTN, com uma discussão entre alunos do 2º ano sobre perspetivas de futuro na área da logística.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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1 COMENTÁRIO

  1. Olá!
    Concordo com toda a análise e ponto de vista abordado, assim como, com a informação de que as empresa estão a recrutar profissionais para o setor de logística. Estou em Portugal há 6 meses e, diariamente, busco oportunidades no LinkedIn para esta área.

    No entanto, já apliquei para várias oportunidades publicadas, onde está totalmente aderente ao meu perfil, mas os feedbacks das empresas são sempre negativos. Eu tenho formação superior em Logística, MBA em Administração Estratégica e 12 anos de experiência no setor, passando por multinacionais da indústria alimentar.

    Por isso, gostaria de deixar aqui a oportunidade para que recrutadores pudessem explicar o por quê desse fenômeno e o que nós, imigrantes, temos de negativo, mesmo quando o perfil é total aquilo que a empresa está a buscar.

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