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Sábado, Outubro 23, 2021

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Torres Novas | CRIT nega acusação de poluidor da Ribeira da Boa Água

Na última semana, os serviços ambientais da GNR (SEPNA) levantaram um auto ao Centro de Reabilitação e Integração Torrejano (CRIT) por descargas ilegais de efluentes para a Ribeira da Boa Água, em Torres Novas. Contactado pelo mediotejo.net, o CRIT negou o envolvimento na polémica poluição da ribeira, considerando a situação injusta. Admite porém que a ETAR que possui não tem o licenciamento regularizado.

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“Não queremos ser o bode expiatório para encobrir os verdadeiros poluidores”, frisou o CRIT, em declaração da direção enviada por email ao mediotejo.net. “Para quem desconhece, informamos que no CRIT não existe suinicultura há mais de 10 anos e os efluentes são devidamente tratados: tratamento primário em fossa sética e tratamento secundário realizado na ETAR existente”.

A instituição reconhece que “há cerca de um mês tivemos um acidente na ETAR que originou uma descarga para a ribeira que de imediato foi resolvido”. “Na semana que agora terminou não detetámos qualquer descarga anormal da ETAR, como foi verificado pela empresa que nos presta a manutenção. Esta empresa tem estado a fazer análises periódicas à entrada e saída da ETAR, tendo-se verificado valores que estão de acordo com a legislação atual”, salienta.

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O CRIT também reconhece que a empresa que instalou a ETAR em 2006 “devia ter procedido ao pedido de licenciamento de utilização de recursos hídricos”, situação que não regularizou. “Como esta empresa já encerrou e como na instituição não encontrámos a licença, já fizemos o pedido de licenciamento”, refere.

O mediotejo.net contactou também a GNR, que confirmou o levantamento do auto, já enviado à Agência Portuguesa do Ambiente (APA). O auto deveu-se à “descarga de efluentes para a ribeira”, “sem autorização”, refere a mesma fonte.

Até ao momento não foi possível obter uma declaração da APA.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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