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Domingo, Julho 25, 2021

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Torres Novas | Crânio de há 400 mil anos acrescenta nova dimensão à evolução humana (c/vídeo)

É o mais antigo fóssil humano encontrado em território português e um dos mais antigos da Europa, o crânio humano, de há 400 mil anos, encontrado na gruta da Aroeira, em Torres Novas. Essa descoberta foi feita em 2014 quando uma equipa liderada pelo arqueólogo João Zilhão, se encontrava em escavações no local e a descoberta ciêntífica foi divulgada em 2017.

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“Tivemos a sorte de o martelo pneumático ter acertado no crânio”, afirmou João Zilhão perante uma plateia de interessados, na conferência sob o tema “O complexo arqueológico da rede cársica do Almonda e o seu crânio humano de há 400 mil anos” a 24 de junho do ano passado, em Torres Novas. Na sala estavam presentes alguns dos que estiveram em visita de campo, nas diversas grutas.

Crânio encontrado. Foto: mediotejo.net

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O martelo “lascou, mas não esmigalhou” tendo deixado o “contorno do crânio em exposição” que foi depois retirado do local incrustado num bloco único de sedimentos e levado para investigação em Madrid, Espanha, onde, dois anos depois, os resultados foram apresentados.

E há, pelo menos, “mais 200 anos de investigação”, assinala o arqueólogo, apontando para a necessidade de “compreender melhor a jazida” da Gruta da Oliveira, cujo estudo, iniciado há 30 anos, “falta publicar”.

A investigação permite traçar o retrato do homem, a meio caminho entre o ‘homo erectus’ e os Neandertais da Europa. As escavações no sistema de grutas permitem ainda, através das estalagmites encontradas nas grutas, que são “arquivos das alterações climáticas, muito precisos” retirar dados para o estudo da evolução do clima, assinala o investigador.

Os estudos permitem conhecem com rigor o clima, o uso do fogo, mas também a alimentação e perceber que na zona cársica do Almonda, as movimentações fazem-se sazonalmente e de modo cíclico. “Deslocavam-se ao longo do rio Almonda entre a foz e o nascente. E isso explica o consumo de peixe, no final do Paleolítico”.

A ligação do investigador às grutas do Almonda, remonta quando tinha 13 anos e ali esteve num fim-de-semana de investigação, integrado na turma do colégio. Anos depois regressou para um trabalho que mostra agora “uma janela única”, colocando Portugal a albergar, no tempo do Paleolítico, cerca de 10% a 15% da população europeia e a península ibérica a albergar 50% da população.

O dado é importante para o investigador uma vez que situa nos “países do sul” a investigação, o que se vem verificado nos últimos, com as descobertas do Vale do Côa e do Lapedo, no caso português.

Câmara disposta a continuar a apoiar investigação
No final, a vereadora da Câmara Municipal, Elvira Sequeira, garantiu o apoio da autarquia às investigações. “Continuamos a defender que é importante investir na continuação destes mesmos trabalhos e embora a conjuntura possa não ser a melhor, essa não será, certamente, a limitação para nós e outros continuarmos a apostar”.

Elvira Sequeira adiantou ainda que a Câmara está a desenvolver esforços para apresentar uma exposição no Museu Nacional de Arqueologia, relativa a estes achados. A esperança é que “após essa exposição”, ela possa passar por Torres Novas.

Vereadora entrega lembranças. Foto: Mediotejo.net

O mais antigo fóssil humano até hoje encontrado em Portugal, o “Crânio da Aroeira”, é entregue esta terça-feira, dia 16 de janeiro, às 15:30, ao Museu Nacional de Arqueologia (MNA), em Lisboa, pelo arqueólogo João Zilhão.

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