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Domingo, Julho 25, 2021

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TORRES NOVAS: Coral Sinfónico de Portugal desafia vozes amadoras para concerto de 2016

O Coral Sinfónico de Portugal começou este mês a preparar o concerto de 2016, reforçando o convite às vozes amadoras que se queiram juntar a um projeto que se realiza ininterruptamente, há 25 anos, em Torres Novas.

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Saraswati Griffith, a maestrina galesa que, em 1987, se instalou em Valhelhas, no concelho de Torres Novas, disse à agência Lusa que, como vem fazendo desde 1990, iniciou este mês os ensaios que, no primeiro domingo de cada mês, juntam as vozes que, na primavera, protagonizam um concerto de características únicas em Portugal.

Ao som de uma orquestra sinfónica, com meia centena de músicos profissionais, o coro junta vozes líricas experientes com coralistas amadores provenientes de vários pontos do país, não se cansando a maestrina de desafiar mesmo quem não tenha qualquer experiência de música coral mas que goste de cantar a juntar-se ao grupo.

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Em preparação para o concerto de 2016 – que acontece sempre em Torres Novas, podendo repetir-se noutros pontos do país – está “Te Deum”, de Bruckner, e “Missa Sancti Nicolai”, de Mussorgsky, sublinhando Saraswati a oportunidade que o Coral Sinfónico de Portugal oferece de contacto com “algumas das mais conceituadas obras-primas do património mundial”.

O grupo tem rondado as 70 pessoas, com um núcleo de persistentes e outros que “vão e voltam, conforme a disponibilidade”, na sua maioria da zona centro do país, mas, lamenta, ainda pouca participação de grupos amadores do distrito de Santarém.

Os convites para o projeto deste ano seguiram, aparecendo as pessoas conforme a sua disponibilidade, pois os estágios são abertos, comparecendo quem pode à hora que pode, o que faz com que, quando as vozes se juntam, acompanhadas pelos instrumentistas (pagos graças aos contributos de empresas do concelho), “aconteça o milagre que prova que Deus gosta de música”.

Licenciada em música pela Universidade de Gales, com um percurso como pianista e depois como maestrina coral sinfónica, em Londres, Saraswati quis fazer em Valhelhas o que era normal no seu país: marcar um concerto aberto a quem quiser aparecer para cantar, sem qualquer preparação prévia.

O ineditismo da iniciativa em Portugal levou a que introduzisse os ensaios (alguns feitos à distância, como aconteceu para o concerto deste ano com os grupos corais de Quarteira e Tavira), logo para a primeira atuação em Portugal, com a “Missa em Dó”, de Beethoven, que aconteceu em fevereiro de 1991, em Torres Novas, dando origem ao Coral Sinfónico de Portugal.

Os ensaios realizam-se na quinta onde a maestrina e a família escolheram viver quando, no verão de 1987, a carrinha onde viajavam, numas férias “à procura de sol”, teve um furo.

A esse lugar, onde cultivam oliveiras e figueiras, deram o nome de Vishuddha, o nome do chakra da garganta, um centro energético associado à elevação espiritual, à intuição, à criatividade, à expressão e à voz.

Agência de Notícias de Portugal

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