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Domingo, Novembro 28, 2021

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Torres Novas com problemas ambientais derivados de lagares e de ETAR com resíduos tóxicos

A questão dos maus odores provenientes da fábrica de processamento de bagaço de azeitona que está a afetar a população de Parceiros de Igreja e zona envolvente foi discutida em Torres Novas, em reunião de executivo. Na sessão fez-se igualmente um ponto de situação sobre a Fabrióleo, cujas instalações estão de portas encerradas, estando o município à espera de um orçamento para resolver o problema ambiental que ali se encontra, entre eles vários tanques e uma “piscina olímpica” de uma grande ETAR repleta de elementos tóxicos.

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O vereador Tiago Ferreira (PSD) levantou, durante a reunião do executivo de Torres Novas de 3 de novembro, a questão sobre “um problema” da Parceria de Azeites, onde, afirmou, ocorre a emissão de gases poluentes para a atmosfera, algo que está a causar grandes transtornos às populações de Parceiros de Igreja, localidade onde se situa a fábrica de processamento de bagaço de azeitona, tendo o vereador solicitado um ponto de situação.

Esta emanação de maus odores levou inclusivamente a Aquanena, Empresa Municipal de Águas e Saneamento de Alcanena, a divulgar um comunicado onde esclarecia que os maus cheiros sentidos não tinham origem no concelho de Alcanena, nem em quaisquer instalações geridas pela Aquanena, mas que podiam sim “estar relacionados com a atividade de unidade de processamento de bagaço de azeitona, localizada em freguesia do concelho de Torres Novas, limítrofe com o concelho de Alcanena”.

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O presidente do município de Torres Novas, Pedro Ferreira (PS) fez saber que assim que houve um alerta por parte da população sobre esta questão, que a Proteção Civil e os elementos de algumas entidades se deslocaram ao local e constataram que o referido espaço “não tem minimamente condições de laboração”.

A ETAR biológica da Fabrióleo. Foto arquivo: mediotejo.net

Na reunião que se seguiu, houve um compromisso da parte do empresário de resolver a situação, resolução esta que pressupõe a legalização daquele espaço para a laboração, conforme explicou Pedro Ferreira.

O presidente da Câmara disse ainda que a Parceria de Azeites funciona já há vários anos e que nunca houve reclamações por parte da população, uma vez que apenas havia o odor normal do lagar a funcionar na época indicada para o seu funcionamento, e que não havia poluição no ar.

O vereador João Trindade (PS), que detém o pelouro do Ambiente, Sustentabilidade e Descarbonização, corroborou estas palavras, dizendo que “esta empresa há dezenas de anos que existe e a questão dos odores é uma situação histórica e recorrente”, acrescentando que a situação atual é diferente desse panorama.

Conforme referiu o vereador socialista, o proprietário indicou que esta situação ocorreu uma vez que a fábrica esteve durante um longo período sem laboração e que quando retomou o funcionamento algum do bagaço armazenado estava já putrefacto, o que levou a que da sua queima se originassem odores muito mais intensos.

O presidente do município torrejano, Pedro Ferreira (PS) disse que entretanto foi feita uma inspeção e fiscalização geral por parte da Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) mas que o resultado – o qual “certamente não será bom” – ainda não é conhecido.

Conforme referiu João Trindade, a empresa já tem orçamentos para regularizar a situação e demonstrou boa vontade – que “vale o que vale” – e as autoridades competentes já estão a par da situação. O vereador responsável pela área do ambiente disse ainda que, internamente, ao nível da proteção civil, está também a decorrer um inquérito.

“Estamos a fazer o acompanhamento global desta e doutras situações que temos”, finalizou João Trindade.

ETAR da Fabrióleo . Foto arquivo: mediotejo.net

Sobre a Fabrióleo, Pedro Ferreira disse que se está à espera de saber qual é o orçamento para se desmontar e despejar os tanques que lá existem, assim como a designada “piscina olímpica” – uma grande ETAR ainda repleta de elementos tóxicos.

“Esse valor, que deve ser astronómico, ainda não nos chegou às mãos, mas temos uma reunião marcada com a secretaria de Estado do Ambiente para procurarmos uma linha de financiamento, com o apoio do Governo para resolver aquela situação, como tem sido feito noutras situações idênticas a nível nacional”, afirmou o presidente da autarquia.

LEIA TAMBÉM:

Torres Novas | Fabrióleo multada em 400.000 euros pela APA. Município preocupado com ETAR (C/ÁUDIO)

O vereador Tiago Ferreira (PSD) referiu então a existência do Fundo Ambiental, o qual, segundo o vereador, dispõe de mecanismos para investir em medidas que tenham impacto ambiental, como aconteceria numa intervenção na Fabrióleo.

“Temos de ser consistentes, proativos, não podemos andar semanas atrás de semanas a dizer que estamos a fazer e chegar aqui e é sempre a mesma história. É isso que se pede, persistência, insistência e resolução dos problemas”, rematou o vereador social democrata. 

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo. Ávido leitor, não dispensa no entanto um bom filme e um bom serão na companhia dos amigos.

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