Torres Novas | Clã regressam aos concertos com novo álbum e sede de palco (C/AUDIO)

Clã regressam aos concertos com novo álbum e sede de palco. Foto: João Octávio Peixoto

Os Clã iniciam este sábado em Torres Novas uma nova digressão para mostrar o álbum “Véspera”, o nono álbum da banda, num espírito de entusiasmo pelo regresso aos concertos, mas também de incerteza pela imprevisibilidade da pandemia da covid-19.

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“Estamos animados com esta possibilidade de voltar aos concertos e com uma enorme sede de palco, embora saibamos que é em condições complicadas. Há uma enorme incerteza em relação à pandemia mas também ameaças de vária natureza a nível global, afirmou ao mediotejo.net a vocalista, Manuela Azevedo, que promete um concerto cheio de energia e também de esperança num amanhã melhor.

Os Clã sobem ao palco do Teatro Virgínia, em Torres Novas, para apresentar o seu álbum “Véspera”, lançado em pleno confinamento. Este é o nono disco da banda e foi foi muito bem recebido pelo público, imprensa e crítica especializada. O Virgínia, com capacidade para 600 espetadores, vai acolher nestes concertos metade da sua capacidade total. Ao final do dia de sexta-feira, ainda havia alguns bilhetes disponíveis.

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O álbum estava aprazado para a primavera e Manuela Azevedo conta que o grupo não queria adiá-lo mais, havia necessidade de o partilhar com o público. “Véspera” começou a ser composto em finais de 2018, em particular pelo guitarrista Hélder Gonçalves, e contou depois com a entrada, na lírica, de vários convidados, entre os quais Sérgio Godinho, Samuel Úria e Carlos Tê.

Manuela Azevedo conta que, entre todos, letristas e músicos, acabou por haver uma sintonia que ficou plasmada nas canções e que ganha agora nova interpretação em tempo de pandemia.

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“Esta coisa de, nos últimos anos, o mundo estar a mudar de tal maneira e estarem a surgir ameaças de várias naturezas, desde a poluição do planeta, crises de refugiados, tudo isso nos deixa com uma expectativa em relação ao futuro”, disse.

Manuela Azevedo, a vocalista dos Clã. Foto: João Octávio Peixoto

“Véspera” é “um disco muito franco, muito quase bidimensional nos seus elementos, há uma clareza muito grande nos elementos que compõem a canção, há poucas camadas, as coisas estão muito na cara”, descreveu.

Sobre os meses em que, tal como todo o setor artístico e cultural, os Clã tiveram de parar, Manuela Azevedo fala de uma evidência sobre a precariedade dos trabalhadores da cultura.

“Esta coisa de fazer música é uma atividade de risco. Temos de ser aquelas cigarras que cantam e têm de ter espírito de formiga. O facto de o estatuto do trabalhador intermitente não ser reconhecido e protegido faz com que a atividade artística tenha sempre essa desproteção na sua natureza”, sublinhou.

Os Clã atuam a 10 de outubro em Torres Novas. Foto: DR

Os bilhetes custam 15 euros (sendo aplicáveis descontos) e podem ser adquiridos na bilheteira local (segunda a sexta das 15h às 18h30, pontos de venda Fnac e Worten ou em www.bol.pt .

O álbum alcançou, na primeira semana, o primeiro lugar no top de vendas da AFP e os temas de avanço – Tudo no Amor, Sinais, Armário e Jogos Florais – são presenças constantes nas rádios nacionais.

Depois do estúdio, “Véspera” chega finalmente ao palco – segunda casa para uma banda amplamente reconhecida pela energia e excelência dos seus concertos. Na nova digressão, os Clã prometem dar corpo e músculo às novas canções, trazendo também com elas outros temas e clássicos que fazem a sua história e a de todos nós.

c/LUSA

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