Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -
Sábado, Julho 24, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Torres Novas: chuva não molha sucesso dos frutos secos

Cai a tarde quando a Feira anima. Sábado de chuva, não está a ser boa para o negócio. Amanhã, domingo, a Feira dos Frutos Secos termina. “Quatro dias para fazer render os 200 euros da banca”, comenta um comerciante quando abordado sobre o tema. “Há que fazer valer o negócio”, contínua, num discurso interferido por clientes que perguntam pelos preços e a oferta cordial pelo comerciante de algumas amostras. “É o melhor figo da Feira”, comenta a cliente satisfeita.

- Publicidade -

FRUTOSNa sexta-feira, a noite correu melhor. É a opinião geral de todos quantos falam ao mediotejo.net. Noite tranquila e sem chuva, foi uma enchente de que se aguardava continuação no sábado. As expetativas voltam-se para o dia seguinte. Artesanato e frutos secos, pequenos restaurantes com produtos regionais. Há de tudo um pouco para aliciar o apetite e a carteira.

FRUTOS1O preço do figo permanece estagnado há alguns anos, variando entre os quatro e os seis euros o quilo. O figo preto cresceu mais cedo, beneficiando do tempo quente. Em contrapartida é este ano mais pequeno, mas mais doce. “De boa qualidade”, remata uma das vendedoras, resumindo a satisfação geral com o produto.

- Publicidade -

frutso_celiaaCélia Costa faz a Feira dos Frutos Secos há vários anos. Passou por vários espaços, do Almonda Parque ao Palácio dos Desportos, e mostra-se satisfeita com a grande tenda erguida na Praça 5 de Outubro este ano, em pleno centro histórico. O problema é mesmo a chuva. “O espaço é bom, até porque não se paga a entrada. No centro da cidade as pessoas deslocam-se melhor e todo o ambiente torna-se mais agradável”, destaca.

FRUTOS_BRUNOA mesma opinião é partilhada por Bruno Coelho, outro vendedor de frutos secos. O espaço é “mais alegre, mais aberto” que os anteriores, e traz melhores condições para o negócio. Na sua banca a chuva não afastou os clientes e estes vão parando e comprando apesar de se desenrolar esta entrevista. “As pessoas sempre circulam e as esplanadas aqui ao lado ajudam”, continua.

O produto que se vende mais é o figo pingo de mel, mas confessa que nem toda a produção é portuguesa. Faz parte do negócio. Quem vem por vezes pergunta, nem sempre lhes agrada a resposta. Mas o figo preto de Torres Novas é realmente um produto conhecido pelos portugueses?

frutos secos 3 chefe alexandreA pergunta parte do chef António Alexandre, chefe de cozinha no Hotel Lisbon Marriott, que está a percorrer o país a mostrar a potencialidade dos produtos nacionais. Em Torres Novas, demonstra in loco a quem passa as múltiplas receitas que se podem concretizar com este produto. Quando o mediotejo.net passa pela sua banca, com um fogão e vários equipamentos de cozinha, está a preparar umas tostas de pão de alfarroba com figo e frutos secos. O cheirinho convida…

“O figo estava um pouco desaproveitado, mas com Feiras como esta vai voltar”, afirma. “O figo preto é um produto com história e vai ganhar mercado.” Reflete que muitos dos que passam pela sua banca noutras ocasiões, noutras feiras que percorre, não conhecem as potencialidades dos produtos nacionais, mas mostram-se interessados e procuram aprender.

frutos secos 6Logo de imediato ali se aglomera uma pequena multidão a ver o chef cozinhar. Perguntam pelos ingredientes, pelos métodos de confeção. Já se fizeram hoje saladas e frutos secos salteados. “Volte para provar”, convida.

A noite cai, a multidão aumenta. Nem a chuva parece impedir o apelo dos frutos secos.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here