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Segunda-feira, Novembro 29, 2021

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Torres Novas | CDS pergunta por impactos na saúde da poluição na ribeira da Boa Água

Os deputados do CDS-PP Patrícia Fonseca e Álvaro Castello-Branco questionaram a Ministra da Saúde no sentido de saber se foi efetuada, ou está em curso, a realização de uma avaliação dos impactos da poluição no rio Almonda e seus afluentes, nomeadamente a ribeira da Boa Água, na saúde das populações de Carreiro da Areia, bem como de Meia Via e Nicho de Riachos, no cumprimento da Resolução da AR n.º 209/2017, de 11 de agosto.
Em nota de imprensa, o CDS-PP afirma que a poluição que afeta a ribeira da Boa Água preocupa desde há muito os deputados. Já foram realizadas várias iniciativas, “todavia, a situação de poluição da Ribeira da Boa Água, um afluente do Rio Almonda, no concelho de Torres Novas, mantém-se, como pudemos comprovar esta semana durante uma visita realizada ao local”.
“Nesta visita, os deputados puderam sentir o cheiro nauseabundo, insuportável, que provoca irritação das vias respiratórias, comprovando que a população de Carreiro da Areia vive de facto em condições inaceitáveis. Foi aliás salientada a incidência de problemas respiratórios na população daquela localidade”, refere a mesma informação.
Uma das recomendações aprovadas em Assembleia da República apelava a que se tomassem “as medidas necessárias para que as autoridades de saúde pública avaliem os impactos da poluição no Rio Almonda e seus afluentes na saúde das populações do Carreiro da Areia, Meia Via e Nicho de Riachos”.
“Efetivamente, as recorrentes descargas poluentes que a Ribeira da Boa Água tem vindo a sofrer ao longo dos últimos anos, não prejudicam apenas o meio ambiente e a natureza, mas contribuem também para que uma menor qualidade de vida das populações afetadas”, apontam.
“É inegável que tanto os cheiros nauseabundos, como a contaminação do ar e solos, contribuem para a prevalência de doenças de vária índole e para a degradação da própria cadeia alimentar, colocando muitas vezes em risco a saúde pública das populações que a eles estão sujeitas”, referem.
“O direito dos cidadãos a um ambiente humano e ecologicamente equilibrado está consagrado na Lei de Bases do Ambiente, sendo responsabilidade do Estado, através dos organismos próprios criados para o efeito, promover a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, individual e coletiva”, continuam.
A par destas observações, os deputados “repetiram a pergunta enviada em janeiro ao Ministro do Ambiente e da Transição Energética, e ainda sem resposta apesar de já ter sido ultrapassado o prazo legal, questionando com que frequência tem sido feita a recolha de amostras para análise da água na zona em causa e com que resultados, com que periodicidade têm sido feitas inspeções às empresas desta zona e com que resultados, e sendo conhecidas várias descargas neste afluente do Rio Almonda, quantos autos foram levantados e quantos tiveram seguimento”.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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