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Segunda-feira, Junho 21, 2021

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Torres Novas | Câmara aprova por unanimidade voto de pesar pela morte de António Lúcio Vieira

A Câmara Municipal de Torres Novas deliberou, na reunião camarária privada de 23 de junho, terça-feira, por unanimidade, a atribuição de um voto de pesar pelo falecimento do poeta António Lúcio Vieira, aos 78 anos, avança nota de imprensa municipal. É o quarto voto de pesar aprovado nas últimas semanas, nos concelhos de Torres Novas, onde vivia, e Alcanena, onde nasceu.

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Na reunião da Assembleia Municipal de Torres Novas, a 20 de junho, haviam já sido aprovados dois votos de pesar, a Pedro Barroso, falecido a 17 de março, e a António Lúcio Vieira, que morreu a 4 de junho. As propostas partiram da mesa da Assembleia e foram votadas por unanimidade.

Também a Câmara Municipal de Alcanena deliberou, por unanimidade, a 15 de junho, a atribuição de um voto de pesar em homenagem ao poeta alcanenense António Lúcio Coutinho Vieira. A 5 de junho, em Assembleia Municipal, já havia sido aprovado um voto, proposto pelos Cidadãos por Alcanena.

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Nascido a 24 de janeiro de 1942 em Alcanena, António Lúcio Vieira vivia em Torres Novas desde os tempos de estudante, tendo dedicado parte da sua vida à cultura e às artes, como jornalista, poeta, escritor, dramaturgo, encenador e investigador. No obituário publicado no mediotejo.net, no dia da sua morte, várias figuras da cultura homenagearam o homem e a sua obra, lamentando não ter logrado um maior reconhecimento público em vida.

António Lúcio Vieira publicou o primeiro livro de poesia em 1974 (En Volvimento, ed. Autor), a que se juntaram uma dezena de outras edições, ao longo dos anos, desde a área do teatro (como a premiada peça Aldeiabrava, Ed. Fotograma), à novela (De Nós, Helena, de Novo, Ed. Nova Augusta) e aos contos (Contos das Terras d’Água, Ed. Vieira da Silva). Foi redactor principal no semanário O Almonda, de Torres Novas, e colaborou, ao longo dos anos, com vários meios de comunicação social, a nível nacional.

Em 1997 foi distinguido pela Casa do Ribatejo com os diplomas de Mérito e de Louvor e, em 2015, recebeu a Medalha de Ouro de Mérito Cultural do Município de Alcanena.

Em Torres Novas, onde cresceu e viveu até aos seus últimos dias, Lúcio Vieira ocupou o cargo de vice-presidente do Cineclube, chefe de redação do jornal «O Almonda», responsável pelo departamento de Comunicação e Relações Públicas do CEP 4 (antiga Rodoviária Nacional), diretor-encenador na área do Teatro do Centro de Juventude e da Casa de Cultura, tendo fundado o Grupo de Jograis da USTN (União dos Sindicatos de Torres Novas), o Grupo Cénico Claras, o TET (Teatro Experimental Torrejano) e o Teatro Estúdio, nos quais, ao longo de vários anos, encenou textos de autores portugueses e estrangeiros. Neste âmbito adaptou obras teatrais, clássicas e contemporâneas, sendo autor de vários originais de teatro, alguns para o público infanto-juvenil.

A Médio Tejo Edições estava a ultimar a publicação de um conjunto de peças de teatro que António Lúcio Vieira escreveu para estudantes, com ilustrações de Graça Martins, de forma a alimentar nos mais novos a paixão pelo teatro que nunca esmoreceu no peito de António Lúcio Vieira.

Na música, António Lúcio Vieira foi o autor de oito das doze letras do álbum «Amigos, Amigos» de Paco Bandeira (1979), foi vencedor de vários festivais de canção de âmbito regional e obteve o 2º Lugar no Festival Nacional da Canção de Leiria (1987).

Em 2014 apresentou, na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, o livro «O Mouro da Praia da Foz» e, em 2016, o livro «Contos das Terras d’Água», uma compilação de sete contos que versam sobre as gentes do Ribatejo.

António Lúcio Vieira foi distinguido, em 1997, com os diplomas de Mérito e de Louvor, pela Casa do Ribatejo, em Lisboa.

Em 2017 conquistou o 1.º lugar do Prémio Literário do Médio Tejo com o seu livro «25 Poemas de Dores e Amores», publicado pela Médio Tejo Edições.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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