Torres Novas | BE vai defender na AR deslocalização da Fabrióleo

Entrada da Fabrióleo em Carreiro da Areia, Torres Novas. Foto arquivo: mediotejo.net

Com a aproximação do dia da discussão da petição pela defesa da ribeira da Boa Água na Assembleia da República (AR), 19 de julho, quarta-feira, continuam a surgir projetos de resolução dos vários partidos com assento parlamentar. Depois de “Os Verdes”, PS e PSD terem apelado a medidas do Governo para combater a poluição, o Bloco de Esquerda (BE) vai mais longe. O seu projeto de resolução, a ser lido durante o debate, defende o encerramento e deslocalização da Fabrióleo, considerada a principal unidade poluidora deste afluente do rio Almonda.

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No documento pode ler-se que “a ribeira da Boa Água é um afluente do rio Almonda que por sua vez desagua no rio Tejo. Trata-se de uma ribeira importante no contexto da Bacia Hidrográfica do Almonda. As descargas poluidoras constantes que sofre são um atentado à qualidade de vida das populações, ao Rio Almonda, tendo impacto em toda a zona envolvente, incluindo a reserva Natural do Paúl do Boquilobo, que integra a rede Mundial de reservas da Biosfera da UNESCO”.

O BE lembra que a poluição não é um problema recente. “Há muitos anos que as populações se queixam dos insuportáveis maus-cheiros, que, literalmente, impedem que se abram janelas em pleno verão. A situação tem vindo a degradar-se e chegou a um ponto onde se exigem medidas que invertam este perigoso ciclo de poluição que prejudica a saúde, o ambiente, os recursos naturais, a economia, o emprego e a imagem de todo um concelho, pondo em causa o seu desenvolvimento”, explica.

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Neste sentido, é apontando o dedo à Fabrióleo como “principal poluidor”, empresa instalada na aldeia de Carreiro da Areia. “Depois de dezenas de fiscalizações, centenas de análises cujos valores são assustadores (centenas e milhares de vezes acima do legalmente estipulado), centenas de queixas às autoridades competentes, muitas e muitas reuniões, muito pouco foi feito”, refere.

O BE lembra a recusa de uma Declaração de Interesse Municipal (DIM) à Fabrióleo devido às questões da poluição e apela a “que se tomem medidas efetivas que lhes devolvam a sua qualidade de vida e garantam a sua saúde”. O projeto de resolução propõe assim que se “promova a articulação de todas as entidades envolvidas, na defesa do ambiente e no licenciamento de unidades industriais para, em conjunto, trabalharem no sentido do encerramento e consequente deslocalização da empresa Fabrióleo, para um local adequado para a sua laboração e que obrigue esta empresa ao cumprimento das boas práticas ambientais, ao cumprimento da lei e das normas estabelecidas”.

O grupo parlamentar recomenda ainda que se tomem medidas para avaliar os impactos da poluição na saúde das populações do Carreiro da Areia, Meia Via e Nicho de Riachos.

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1 COMENTÁRIO

  1. O Bloco de esquerda tem garra e já provou ser um partido que depois de atingir alguma maturidade Nacional poderia ser uma opção governativa.
    Até lá convinha acautelar alguns assuntos onde age como um(a) jovem inconsequente.

    Exemplos:
    1 – Não se deslocaliza um problema grave como o crime que está a ser prepetuado em Torres Novas.
    Deslocalizar significa varrer para baixo do tapete de outros. É grave demais para o «oferecer» até ao pior inimigo.

    2 – Ciganos de Loures e candidatura PSD.
    Processo judicial ao candidato PSD por alertar para gente incumpridora e até criminosa?
    Conseguem imaginar o que isso prejudica a V. imagem e credibilidade aos olhos dos cidadãos?
    Não conseguem pois não?
    Lá está! Falta de maturidade.

    Na verdade até simpatizo com o BE e estou grato pelo trabalho que têm feito por Torres Novas.
    É por isso que deixo aqui este reparo construtivo.
    Continuem a fazer o excelente trabalho e cortem nas «lolitisses» da hipocrisia que ainda poderão chegar longe.

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