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Sábado, Novembro 27, 2021

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Torres Novas: BE pede ao Governo esclarecimentos sobre a Fabrióleo

Em carta enviada ao Governo, o Bloco de Esquerda (BE) de Torres Novas torna a pedir que se tomem medidas em relação à atuação da empresa Fabrióleo e a poluição da Ribeira da Boa água.

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O texto, enviado às redações, refere que “o rio Almonda atravessa o concelho de Torres Novas até à Reserva Natural do Boquilobo ­- Reserva Mundial da Bioesfera – e desagua no Rio Tejo. Tem sido vítima de vários atentados ambientais nos últimos meses”.

“Por ação direta de ambientalistas, autarcas, cidadãos e cidadãs que prezam o rio como uma mais-valia para o concelho, as denúncias chegaram às redes sociais e aos órgãos de comunicação social, chamando a atenção para este grave problema. Na sequência destas ações, a autarquia torrejana debateu o problema por diversas vezes, tendo mesmo tido lugar uma Assembleia Municipal dedicada às questões ambientais. Fruto de toda esta pressão e indignação social, têm ocorrido várias ações de fiscalização coordenadas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). No entanto, ainda não se conseguiu erradicar os focos de poluição do Almonda”.

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“A Ribeira da Boa Água é um afluente do rio Almonda muito sacrificado pelas descargas da empresa Fabrióleo, situada no Carreiro da Areia. A Ribeira corre em áreas rurais ou periurbanas, a cerca de dois quilómetros de Torres Novas, com a poluição visível através da cor da água e do mau cheiro que dela exala”, continua o documento.

O BE lembra que a declaração de interesse público municipal da Fabrióleo foi recusada devido a todo o seu historial ligado à poluição. “O histórico é longo. Já em 2013 e 2014 este problema era conhecido e, em resposta ao Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, o Governo em funções reconhecia a necessidade de fiscalização permanente de modo a aferir se as licenças estavam a ser cumpridas. Mas pouco ou nada foi feito para alterar a situação”.

“A situação atual é muito nebulosa no que respeita ao funcionamento da empresa, não se conhecendo com exatidão o destino dado aos seus efluentes durante o período em que decorreu o mandado de suspensão da rejeição na linha de água. Também não se sabe qual o ponto da situação da ampliação da ETAR, objeto de embargo e de comunicação ao DIAP, por violação do mesmo”.

O BE entregou assim as seguintes questões: Foram realizadas inspeções às instalações da Fabrióleo após o embargo? Quais os resultados?; A empresa tem autorização para trabalhar? Quais os parâmetros dessa autorização?; O Ministério do Ambiente tem conhecimento do destino dado aos efluentes produzidos?; Como pensa atuar, em função dos embargos declarados e violados pela empresa?; O Ministério já foi notificado pelo DIAP, na sequência da comunicação que apresentou?

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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