PUB

Torres Novas: BE pede ao Governo esclarecimentos sobre a Fabrióleo

Em carta enviada ao Governo, o Bloco de Esquerda (BE) de Torres Novas torna a pedir que se tomem medidas em relação à atuação da empresa Fabrióleo e a poluição da Ribeira da Boa água.

PUB

O texto, enviado às redações, refere que “o rio Almonda atravessa o concelho de Torres Novas até à Reserva Natural do Boquilobo ­- Reserva Mundial da Bioesfera – e desagua no Rio Tejo. Tem sido vítima de vários atentados ambientais nos últimos meses”.

“Por ação direta de ambientalistas, autarcas, cidadãos e cidadãs que prezam o rio como uma mais-valia para o concelho, as denúncias chegaram às redes sociais e aos órgãos de comunicação social, chamando a atenção para este grave problema. Na sequência destas ações, a autarquia torrejana debateu o problema por diversas vezes, tendo mesmo tido lugar uma Assembleia Municipal dedicada às questões ambientais. Fruto de toda esta pressão e indignação social, têm ocorrido várias ações de fiscalização coordenadas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). No entanto, ainda não se conseguiu erradicar os focos de poluição do Almonda”.

PUB

“A Ribeira da Boa Água é um afluente do rio Almonda muito sacrificado pelas descargas da empresa Fabrióleo, situada no Carreiro da Areia. A Ribeira corre em áreas rurais ou periurbanas, a cerca de dois quilómetros de Torres Novas, com a poluição visível através da cor da água e do mau cheiro que dela exala”, continua o documento.

O BE lembra que a declaração de interesse público municipal da Fabrióleo foi recusada devido a todo o seu historial ligado à poluição. “O histórico é longo. Já em 2013 e 2014 este problema era conhecido e, em resposta ao Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, o Governo em funções reconhecia a necessidade de fiscalização permanente de modo a aferir se as licenças estavam a ser cumpridas. Mas pouco ou nada foi feito para alterar a situação”.

“A situação atual é muito nebulosa no que respeita ao funcionamento da empresa, não se conhecendo com exatidão o destino dado aos seus efluentes durante o período em que decorreu o mandado de suspensão da rejeição na linha de água. Também não se sabe qual o ponto da situação da ampliação da ETAR, objeto de embargo e de comunicação ao DIAP, por violação do mesmo”.

O BE entregou assim as seguintes questões: Foram realizadas inspeções às instalações da Fabrióleo após o embargo? Quais os resultados?; A empresa tem autorização para trabalhar? Quais os parâmetros dessa autorização?; O Ministério do Ambiente tem conhecimento do destino dado aos efluentes produzidos?; Como pensa atuar, em função dos embargos declarados e violados pela empresa?; O Ministério já foi notificado pelo DIAP, na sequência da comunicação que apresentou?

PUB
PUB
Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

APOIE O NOSSO JORNAL, TORNE-SE UM LEITOR BENEMÉRITO

Se lê regularmente as nossas notícias torne-se um leitor benemérito fazendo contribuições a partir de 10€/mês, ou doando valores iguais ou superiores a 100€. Esses leitores passam a constar da ficha-técnica como apoiantes deste projeto independente de jornalismo. Pode também fazer uma contribuição pontual (5€, 10€, 20€, o que puder e quiser).