Torres Novas | ‘Basta!’ junta 30 carros em buzinão para lembrar que a poluição continua

Algumas dezenas de pessoas, perfazendo cerca de 30 carros, saíram na tarde deste sábado, 7 de novembro, do Carreiro da Areia, Torres Novas, para realizar um “buzinão” ao longo de um percurso que passou pelo Entroncamento, Riachos e terminou no centro histórico de Torres Novas. A ideia, organizada pelo movimento cívico Basta, consistia em alertar que a poluição associada à ribeira da Boa Água continua, não obstante tenha sido dada ordem de encerramento à empresa Fabrióleo.

A chuva marcou a tarde do “buzinão” do movimento Basta contra a poluição, numa iniciativa já de si limitada pelas medidas de contenção da pandemia de Covid-19. Na impossibilidade de se realizar novamente uma grande manifestação, como em outros anos, no Carreiro da Areia reuniram-se algumas dezenas de pessoas nos seus veículos pessoais.

A contestação não foi além do desfile de carros com os piscas ligados e o próprio buzinão, exibindo os veículos um cartaz a dizer “Basta”. Em Riachos juntaram-se mais alguns carros ao desfile, até ao centro histórico torrejano, onde o buzinão terminou.

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Não obstante todas as limitações, o movimento Basta manifestou-se satisfeito pela adesão. “Todos sabemos que a Fabrióleo teve uma ordem de encerramento e que apesar de não estar a produzir está a descarregar águas ácidas que tinha armazenadas e continuam a vir camiões todos os dias”, afirmou o porta-voz, Pedro Triguinho. Segundo o ativista, o problema dos maus cheiros contínua e há descargas a ocorrer sempre que chove.

A ordem era não sair dos carros e manter o distanciamento, cumprindo assim as regras da pandemia. O movimento procurou assim alertar a quem assistiu ao desfile que a poluição não terminou e não pode ser esquecida.

De recordar que a empresa de óleos vegetais Fabrióleo, localizada no Carreiro da Areira, teve ordem de encerramento definitivo em junho, devido ao historial de poluição, mas continuam a surgir queixas de que há circulação de camiões de resíduos, com descargas poluentes para as linhas de água.

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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