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Domingo, Dezembro 5, 2021
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Torres Novas | Assembleia tensa de seis horas, com máscaras e sem jornalistas

A sessão de Assembleia Municipal de Torres Novas de sábado, 20 de junho, contou com 20 tópicos, incluindo o relatório de contas de 2019, o que conduziu a que se prolongasse por perto de seis horas, o dobro do tempo habitual. Os trabalhos tornaram-se gradualmente cansativos e o uso permanente de máscaras dentro do auditório da Biblioteca Municipal causou tensas trocas de palavras, primeiro porque alguns deputados preferirem não usá-las quando discursavam, depois porque as muitas horas de utilização começaram a afetar outros elementos. A ausência de jornalistas foi outro factor que fez acalorar os ânimos, situação que foi justificada por não haver mais espaço na sala.

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Uma “assembleia excecional para tempos excecionais”, afirmou o presidente, José Trincão Marques (PS), realizada pela primeira vez a um sábado, com o conteúdo de duas sessões (a de abril não se realizou devido à pandemia) e em que a mesa da Assembleia optou por tolerar a transgressão dos tempos pelas bancadas, algumas ultrapassando o dobro do que está estipulado. Numa Ordem de Trabalhos já pesada, no final já havia quem se queixasse de cansaço, o que acabou por afetar o debate.

José Trincão Marques explicou que chegou a propor uma Assembleia em videoconferência, mas os líderes de bancada terão preferido uma sessão presencial. Os trabalhos transitaram assim para o auditório da Biblioteca Municipal, com transmissão em direto para o canal YouTube do município. Segundo foi afirmado, embora não tenha havido panorâmica sobre a sala na emissão, esta estava perto do limite da lotação adequada neste período de pandemia.

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Todos estavam de máscara e apelou-se ao seu uso mesmo durante o discurso, mas esta última indicação revelou-se pouco consensual. A CDU foi a primeira a retirar a máscara aquando a tomada de palavra, manifestando Nuno Guedelha (CDU) que queria dar a cara pelas suas afirmações. A posição viria a desencadear trocas de palavras durante a sessão, com a permanência do uso de máscara a revelar-se mais difícil para alguns deputados no decorrer dos trabalhos.

Outro motivo de discussão foi a ausência de jornalistas, quer na Assembleia quer nas reuniões de Câmara desde o decreto do Estado de Emergência. O tema foi levantado por António Gomes (BE), considerando que se estava a fazer uma “interpretação abusiva” da legislação que tornou as reuniões autárquicas fechadas ao público, uma vez que os jornalistas não são público.

“Tenho bastante respeito pelos jornais”, afirmou José Trincão Marques, mas “não há condições”, uma vez que a sala já estava no limite para o número de deputados. Havendo transmissão em direto pelo canal YouTube, optou-se por excluir a presença da comunicação social. O autarca citaria inclusive o constitucionalista norte-americano Thomas Jefferson: “se tivesse de escolher entre governo sem jornais e jornais sem governo, não hesitaria em escolher esta última”.

Sobre o ausência de jornalistas nas reuniões de Câmara desde março, o presidente da Câmara, Pedro Ferreira (PS), considerou que a comunicação social esteve sempre presente através da assessoria de imprensa do município, que foi encaminhando as decisões municipais por comunicados de imprensa, reproduzidos depois pelos jornais locais, regionais e nacionais. “Não sei o que viria a acrescentar” a presença de jornalistas, comentou.

A presença de público nas reuniões autárquicas está vedada até 30 de junho, devido à pandemia. O jornal mediotejo.net acompanhou a sessão através da emissão em direto para o canal YouTube.

No final da sessão, Trincão Marques deixou a expectativa que em setembro estas reuniões voltem à normalidade.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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