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Quinta-feira, Dezembro 9, 2021
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Torres Novas | Assembleia Municipal aprova recomendação para compostagem comunitária

A Assembleia Municipal de Torres Novas aprovou por unanimidade uma recomendação do BE para a sensibilização e implementação de compostagem comunitária e doméstica no concelho, num processo a médio prazo. O objetivo passa por encetar a recolha seletiva de bio resíduos a partir de 2023 de modo a que Torres Novas “integre o pelotão da frente nacional para a valorização ambiental e na luta pela mitigação das alterações climáticas”.

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No texto, a que o mediotejo.net teve acesso, é referido que “segundo dados oficiais, cada português produz em sua casa diariamente cerca de 1,3 kg de resíduos, dos quais, quase 40% (cerca de 0,5 kg) são resíduos orgânicos biodegradáveis. Estes nºs significam que uma família de 4 pessoas produzirá em média cerca de 2kg de resíduos biodegradáveis por dia”.

“Ou seja, diariamente, uma família de 4 pessoas envia em média 2 kg de resíduos biodegradáveis para o contentor de lixo indiferenciado (730 kg por ano) e esses resíduos são depois enviados para aterro com um custo associado, que aparece mensalmente na nossa fatura da água e que está a contribuir para um esgotamento muito mais acentuado do que estava inicialmente previsto, dos nossos aterros para resíduos indiferenciados”, continua.

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“Esse tipo de resíduos pode e deve ser valorizado, já que, para além dos elevados custos associados ao seu envio para aterro referidos anteriormente, há múltiplas implicações no seu desperdício”, refere.

“Refira-se em particular, um maior número de viagens para recolha de resíduos, mais combustível, mais desgaste de estradas, produção de gás metano e águas lixiviantes associados à falta de tratamento dos resíduos orgânicos e, sobretudo, estamos a contribuir para uma perda irreversível da fertilidade dos solos, para um aumento da erosão e para uma drástica diminuição da sua capacidade de infiltração de água”, aponta.

De cada vez que colocamos os resíduos orgânicos no lixo comum, desperdiçamos matéria orgânica. “Mas há uma alternativa que nos permite transformar as nossas casas, o nosso quintal ou jardim, numa pequena fábrica em prol da economia circular. Só temos que pôr mãos à obra e avançar para a compostagem doméstica”. 

“Esse é o caminho, que já vários municípios do nosso país estão e percorrer e que resulta da necessidade de complementar investimentos que permitam a Portugal melhorar os níveis de reciclagem e de outras formas de valorização de resíduos urbanos, reduzindo a quantidade de resíduos urbanos biodegradáveis transportados para tratamento”, adianta.

Deste modo, a proposta do Bloco de Esquerda, aprovada por unanimidade pela assembleia, implica uma recomendação para que a Câmara Municipal, em parceria com a RSTJ, Gestão e Tratamento de Resíduos, “dê início ao estudo sobre um projeto de sensibilização, educação e implementação prática da compostagem comunitária e doméstica numa estratégia de longo prazo, que passará pelo cumprimento da Diretiva Quadro dos Resíduos e do PERSU2020+, (Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos) que prevê a obrigação de recolha seletiva de bio resíduos a partir de 31 de dezembro de 2023, permitindo assim, que Torres Novas integre o pelotão da frente nacional para a valorização ambiental e na luta pela mitigação das alterações climáticas”.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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