Torres Novas: Assembleia e Câmara chumbam proibição do herbicída glifosato

foto mediotejo.net

O Bloco de Esquerda (BE) levou à votação da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal de 24 de maio, terça-feira, uma proposta “por espaço público livre do carcinogéneo «glifosato»”. O partido argumenta que este produto é cancerígeno e deve ser retirado dos líquidos utilizados pelas instituições públicas nas limpezas de vegetação e jardins. A maioria dos vereadores e deputados entendeu porém que o tema não possui sustentabilidade científica para ser aprovado.

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Segundo uma petição pública que se encontra a circular pela proibição do glifosato, este herbicida foi “considerado um “carcinogénico provável para o ser humano” pela Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro (IARC), agência da Organização Mundial de Saúde (OMS). Este relatório sugere uma associação entre o glifosato e linfomas não-Hodgkin, classificando este herbicida como um “provável carcinogénico”, que é a classificação mais próxima de um comprovado cancerígeno, na escala da IARC.”. O texto, com perto de 16 mil assinaturas, considera que “isto significa que há provas científicas convincentes de que a substância provoca cancro em animais de laboratório e provas limitadas de que também o faz no ser humano”.

Os autarcas do município levantaram porém algumas reservas a este raciocínio, partilhado pelo Bloco de Esquerda. Na reunião de câmara de 24 de maio, o vereador Henrique Reis (PSD) mencionou outros estudos sobre o tema, referindo que “está provado que a situação não é assim tão grave”. Também Ana Filipa Rodrigues votou contra, destacando que o tema tem um enquadramento muito mais abrangente que o que está a ser defendido. O executivo PS preferiu abster-se, dadas as muitas dúvidas.

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Os deputados municipais manifestaram as mesmas reticências com a proibição do glifosato. António Gomes (BE) ainda argumentaria que é exatamente por existirem dúvidas que se deve prevenir, mas a moção também nesta sessão seria chumbada por maioria.

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