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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Torres Novas | Arquivo Digital e Cineclubes criam na cidade novo polo nacional de cinema

Com a transição da Federação Portuguesa de Cineclubes de Abrantes para Torres Novas e o projeto de criação do Arquivo Digital de Cineclubismo a decorrer, o concelho torrejano está em vias de tornar-se um polo nacional do cineclubismo. A pandemia está a atrasar a evolução dos projetos, mas o presidente do Cineclube de Torres Novas, Nuno Guedelha, acredita estarem lançadas as bases para a que a região possa beneficiar de uma ampla dinâmica cultural e de investigação neste setor.  

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Com uma nova direção, a Federação Portuguesa de Cineclubes está em negociações para transitar a sua sede para Torres Novas. Um novo elemento a acrescentar à dinâmica de cineclubismo já existente neste concelho, que em 2020 conseguiu ver aprovada uma candidatura ao Instituto de Cinema e Audiovisual, no valor de 20 mil euros, para criar um Arquivo Digital de Cineclubismo, com o espólio do cineclube torrejano e da federação.

“A documentação já está a ser digitalizada e catalogada no Arquivo Municipal, na Biblioteca”, adiantou Nuno Guedelha ao mediotejo.net.

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“O projeto, em conjunto com o ICA, foi prolongado por causa da pandemia”, devendo terminar durante o ano de 2022. Para já não há prazos para conclusão deste processo. “Não somos nós que digitalizamos, é o Arquivo”, explicou, estando pois o processo dependente da evolução pandémica e das implicações para o quotidiano das instituições. “Mas que vai ser uma realidade, isso é uma certeza”, garantiu.

Ainda em 2022 o Cineclube pretende avançar para nova candidatura ao ICA, esta mais focada na aquisição de equipamentos.

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Acumulando o cargo de presidente do Conselho Fiscal da Federação de Cineclubes, Nuno Guedelha vê com satisfação a mudança da localização para Torres Novas, salientando que tal se deveu à disponibilidade da vereadora da cultura em oferecer um espaço para esse efeito.

“Deveria já ter sido em 2021 a mudança, mas devido à pandemia não pôde haver reuniões”, explicou. Para o responsável, Torres Novas beneficia sobretudo da sua centralidade a nível nacional. “No edifício Maria Lamas existe espaço para a Federação”, assim como uma funcionária afeta ao espaço e a dar apoio, o que vem ajudar a todo este contexto, pelo que o ano de 2022 promete tornar Torres Novas um polo nacional de cineclubismo, abrindo todo um conjunto de possibilidades.

“O que trará para Torres Novas, não sei. Traz reconhecimento e a possibilidade de vir a ter aqui um polo de estudo do cinema português”, frisa Nuno Guedelha, lembrando que a Universidade da Beira Interior também está envolvida no projeto do Arquivo Digital.

“Para mim o mais importante é o que pode trazer à região. Porque existem quatro cineclubes no distrito: Tomar, Torres Novas, Abrantes e Santarém” e esta união de todos em torno de projetos comuns, o Arquivo Digital e a nova direção da Federação, pode aumentar o dinamismo cultural deste setor.

“Em vez de serem quatro quintinhas pequeninas, podem ser um coletivo de associações que faz coisas em grande e esse é objetivo principal”, salientou.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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