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Sábado, Julho 31, 2021

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Torres Novas | Arnaldo Santos coloca encerramento da Fabrióleo nas mãos da Câmara

Gerou-se a discussão durante a Assembleia Municipal de Torres Novas de 28 de abril, com o deputado do PSD, Arnaldo Santos, a apresentar as suas conclusões quanto à situação da fábrica “Fabrióleo”. Destacando que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) só passa licenças de descargas a estruturas com licença de construção e que a fábrica foi ampliada sem licença, colocou no município o ónus de suspender a atividade da mesma. O presidente da assembleia municipal, José Trincão Marques, frisaria que a situação é bem mais complexa que esta análise.

Lembrando as várias visitas a Lisboa da Comissão de Acompanhamento do Rio Almonda para falar com o Secretário de Estado do Ambiente, Arnaldo Santos expôs na assembleia de 28 de abril as suas próprias conclusões em torno da empresa Fabrióleo, cujo nome tem sido envolvido pela população na poluição da ribeira da Boa Água. Frisaria que algumas das análises feitas à ribeira foram extremamente negativas e que o município vai integrar a vistoria que vai ser realizada à fábrica este mês de maio.

Neste contexto, destacaria que é a APA quem passa as licenças de descargas, mas só a empresas com licença. Como a Fabrióleo, referiu o deputado, tem boa parte das instalações sem licença de construção, “aquela fábrica só estará ali a laborar enquanto a Câmara quiser”. “Nos últimos 20 anos mais que duplicou a área de laboração e nada está licenciado”, frisou, referindo que a solução passa por fechar a fábrica.

O tema retornaria mais vezes a discussão, com o presidente da Câmara, Pedro Ferreira, a lembrar um embargo do município à fábrica. Adiantaria que a Águas do Ribatejo está a fazer um estudo das empresas que circulam a ribeira e que têm escoamento para a mesma, devendo este ser apresentado em breve. Frisaria também que uma empresa desta natureza tem diversos âmbitos de licenciamento e que a responsabilidade não pode ser apenas inculcada à Câmara Municipal.

José Trincão Marques também desconstruiu os argumentos de Arnaldo Santos. “Isto é um assunto bastante complexo. Neste momento estão envolvidos neste assunto os mais altos representantes dos estado português”, sublinhou, numa hierarquia que chega ao Primeiro Ministro.

“Hão-de aparecer resultados, vamos confiar nas instituições (…) Estamos todos do mesmo lado”, terminaria, num discurso que pretendeu alertar que há apenas alguns dados disponíveis e não conclusões definitivas, sendo que a situação não é assim tão simples de analisar.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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