Torres Novas | Aprovada abertura de concurso para 1ª fase de construção de ciclovia na cidade

Foto: CM Torres Novas

A Câmara Municipal de Torres Novas aprovou em reunião de executivo a abertura de procedimento concursal para a primeira fase de empreitada de criação de uma ciclovia na cidade. Com a abstenção do Bloco de Esquerda, que considera “sem nexo” o investimento de cerca de 270 mil euros, o Município viu já luz verde relativamente ao projeto por parte da CCDR Centro.

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A ideia é a de criar um percurso ciclável dentro da cidade de Torres Novas, numa extensão total de cerca de 24 quilómetros. Com o projeto “aprovado na totalidade e sem qualquer corte” pela CCDR Centro, o presidente do Município torrejano, Pedro Ferreira (PS), refere que as ciclovias são “um desejo” mas também “uma obrigação dos fundos comunitários para aprovar tudo o que é PEDU [Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano]”.

Em reunião do executivo foi deliberado – com a abstenção da vereadora do BE – avançar para a abertura de concurso público para a primeira fase da empreitada, cujo valor base é de 258.540,82 € + IVA e um prazo de execução de seis meses.

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Reunião de Câmara de Torres Novas, 21 de setembro. Foto: mediotejo.net

O investimento na ciclovia vai ter comparticipação de fundos comunitários em 85% e, nesta primeira fase, prevê estabelecer vias cicláveis numa extensão de seis quilómetros no núcleo urbano da cidade, passando por pontos estratégicos como “a via panorâmica, o viaduto, ao lado do Largo General Humberto Delgado, parte das zonas da silvã” e também zonas escolares, de equipamentos desportivos e culturais, sem esquecer o castelo de Torres Novas.

Em suma, “pontos de interesse para responder às necessidades diárias da população”, conforme assume a autarquia em comunicado.

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Em reunião de Câmara, o presidente do município torrejano explicou que a ciclovia se vai concretizar “sobretudo com pinturas na estrada, nos pavimentos”, havendo uma “convivência com regras entre automóveis e ciclistas, com uma faixa para os ciclistas”.

A esse propósito, vão também ser levados a cabo trabalhos de repavimentação “em algumas zonas que precisem para que o piso fique melhor para a circulação das bicicletas”, além da existência de intervenções em passadeiras rebaixadas, para dar cumprimento ao decreto-lei respeitante às acessibilidades, conforme explicou o autarca.

Com esta intervenção, o Município de Torres Novas assume ter como principais objetivos a promoção das deslocações diárias de bicicleta, além da beneficiação da circulação pedonal e da resolução de “conflitos relacionados com a circulação automóvel”; também “interligar os principais polos geradores e equipamentos aos aglomerados residências”, sem esquecer o ambiente, com a redução de gases de efeito de estufa e promoção de um município mais sustentável.

BE alega que investimento na ciclovia é “pouco transparente” e “sem nexo”

Na hora da votação respeitante a abertura de concurso para a construção da primeira fase da ciclovia, a vereadora do Bloco de Esquerda Graça Martins, em substituição de Helena Pinto, defendeu que o processo da ciclovia é “pouco transparente, pouco ético e apresentado ao contrário”.

“Ter-se começado pelo fim, com a aprovação de um interface que está por justificar a sua necessidade e só no fim o programa-base, que deveria dar sustentabilidade aos projetos parcelares da ciclovia de Torres Novas, juntamente com o impedimento de poder haver uma discussão pública que incluísse uma visão crítica e permitisse a apresentação de propostas alternativas veio influenciar negativamente um processo que é precioso”, disse.

Salientando que o BE “sempre defendeu a mobilidade pedonal e ciclável”, a vereadora chamou à atenção para as características do terreno que “não favorecem a utilização das bicicletas em massa”.

“Ao não iniciar-se este processo pelo arranjo dos itinerários pedonais, está-se mais uma vez a atalhar caminho e a começar-se a casa pelo telhado. A abertura do concurso que agora vai ser lançado apresenta características, no mínimo, estranhas, pois divide-se em quatro zonas independentes sem conexão, o que impede qualquer deslocação em segurança de uma parte da cidade para a outra, ou seja, não vai ter qualquer influência na diminuição do trânsito automóvel e achamos que gastar este valor nestas circunstâncias sem revela muito estranho e sem nexo”, concluiu a vereadora.

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