Torres Novas aprova orçamento de quase 38 milhões de euros para 2020

A maioria socialista da Câmara de Torres Novas aprovou o orçamento para 2020 no valor de 38 milhões de euros, mais 4,2 milhões de euros que o que vigorou este ano. Aprovada com a abstenção do eleito do PSD e o voto contra da vereadora do BE, a proposta de Orçamento Municipal e as Grandes Opções do Plano para o ano de 2020 aponta como objetivos estratégicos “a reabilitação e valorização dos centros históricos, a atração de empresas e criação de emprego, a aposta numa rede escolar de excelência”.

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“O reforço do serviço de saúde, da rede social, da proteção civil e da valorização ambiental, a dinamização da ação cultural e desportiva, com vista à melhoria da qualidade dos serviços prestados” são aspetos igualmente destacados no comunicado divulgado pelo executivo torrejano.

O orçamento representa um crescimento em relação ao deste ano, já que o valor anunciado há um ano, de 39,2 milhões de euros, incluía o valor de 5,4 milhões de euros “não definido”, sendo o valor definido, e o que efetivamente vigorou, de 33,8 milhões de euros, explicitou o município, adiantando que o acréscimo de 4,2 milhões de euros é “sustentado sobretudo pela receita corrente”.

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“Para o equilíbrio financeiro alcançado, traduzido num saldo de 3.088.858 de euros, importa realçar a redução progressiva do saldo dos empréstimos contraídos obtida nos últimos anos, atingindo-se em 2020 o montante histórico de 11.830.238 de euros”, salienta.

O executivo liderado pelo socialista Pedro Ferreira destaca as obras de reabilitação em curso no centro histórico, fruto de intervenção do município, mas também de particulares que recorreram a linhas de apoio.

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Baseado em seis objetivos estratégicos, o orçamento e as GOP-grandes opções do plano para 2020 foram aprovados por maioria na reunião de 31 de outubro da Câmara de Torres Novas, com cinco votos a favor (PS), a abstenção do PSD e o voto contra do BE.

“Reabilitar e valorizar os centros históricos”, “apostar numa rede escolar de excelência” e “dinamizar a ação cultural e desportiva” são os três principais objetivos estratégicos definidos naqueles documentos, aos quais se acrescenta “reforçar o serviço de saúde e a rede social”, “reforçar e requalificar a proteção civil e a valorização ambiental” e “atrair empresas e criar emprego”.

O PS, através do presidente da autarquia, Pedro Ferreira, defendeu os documentos dizendo que, com eles, “estarão defendidos os interesses da população concelhia no que toca à atividade municipal, de uma forma tão dinâmica quanto sustentada”.

O orçamento 2020 “consubstancia investimentos e ações que inequivocamente pretendem contribuir” para o Desenvolvimento Sustentável definidos pela O.N.U., com vista a melhorar “O Nosso Mundo”, refere o presidente da Câmara na declaração de voto.

O valor total do Orçamento é de 37.971.385 euros, correspondendo a mais 4.204.871 euros que ao de 2019, lê-se no documento.

Entre as obras que absorvem mais verbas do orçamento em 2020 está a reabilitação da Escola Secundária Maria Lamas (1.699.612 euros), o Centro Escolar de Santa Maria (1.461.675 euros), a Central do Caldeirão (1.662.897 euros) e o Almonda Parque (1.145.034 euros).

Para reforço do apoio social a famílias está definida uma verba de 1.374.022 euros e para a dinâmica cultural e desportiva 1.177.204 euros.

Ainda quanto a obras, a Câmara vai avançar em 2020 com as infraestruturas do loteamento do hospital (586.937 euros), a ampliação e reabilitação do centro de saúde (581.180 euros) e a Loja do Cidadão (466.000 euros).

Ainda no local das intervenções de maior dimensão referência para as obras na Vila Cardílium (299.848 euros), no mercado municipal (250 mil euros) e equipamentos desportivos e de lazer junto ao Centro Escolar de Olaia (204.000 euros).

No ano transato, o vereador João Quaresma (PSD) votou contra e este ano optou pela abstenção. “As opções políticas e estratégicas são do Partido Socialista, algumas das quais merecem a nossa discordância. Falta uma ideia para o concelho de Torres Novas, em termos integrados e globais”, refere o eleito do PSD na sua declaração de voto.

Considera que o investimento na captação de empresas e criação de emprego “continua a ser muito baixo”.  Apesar de tudo, congratula-se por ver incluído nos documentos algumas propostas do PSD como a criação do “Banco de Imóveis” ou a criação de um “Passaporte Turístico”.

Mais crítica foi a vereadora Helena Pinto (BE) para quem a estratégia do PS assenta numa “gestão municipal errática, sem fio condutor e que não responde aos principais desafios – ambiente, criação de emprego, reabilitação urbana na cidade e nas freguesias e rede viária”.

A eleita do Bloco de Esquerda questionou o Presidente da Câmara sobre uma série de obras e projetos, criticando as opções do PS e apresentando 19 propostas ao abrigo do estatuto da oposição.

Para a vereadora Helena Pinto (BE) o orçamento “apenas marca passo para que o ano de 2020 e sobretudo de 2021 sejam anos de obras e depois de inaugurações”. “Até se podem ganhar eleições assim, mas o concelho não ganha em desenvolvimento, com toda a certeza”, afirmou.

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