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Quarta-feira, Setembro 22, 2021

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Torres Novas | Apoios financeiros à Igreja Católica geram dúvidas à oposição

O executivo municipal de Torres Novas aprovou na reunião camarária de terça-feira, 6 de agosto, um conjunto de apoios financeiros a instituições de algum modo ligadas à Igreja Católica. A argumentação variou conforme o pedido e nem todos os tópicos geraram discórdia, mas os subsídios a obras diretamente ligadas à Igreja, logo privadas, não reuniram consenso com a oposição do PSD e do Bloco de Esquerda (BE).

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Os apoios, que acabaram todos aprovados, foram os seguintes:

Foi ratificado por unanimidade o despacho de apoio ao Movimento de Apostolado de Adolescentes e Crianças da Paróquia de Assentis, consubstanciado no aluguer de um autocarro no valor de 700 euros, para a participação do grupo de jovens no III Acampamento Nacional do MAAC que decorreu em Palhaça, concelho de Oliveira do Bairro.

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O pedido de apoio da Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Monserrate, em Meia Via, teve a abstenção do PSD e do BE. A maioria socialista aprovou uma comparticipação de 10 mil euros para apoio à aquisição e construção de uma casa mortuária, anexa à Igreja, para realização de velórios.

Para o aluguer de um tenda para a realização das Festas de São Sebastião, um pedido da Fábrica da Igreja Paroquial de Zibreira, houve unanimidade. O evento não se realiza há 12 anos e vai ser atribuído um valor de 1660 euros mais o IVA.

O BE e o PSD já levantaram dúvidas, votando pela abstenção, com o apoio à Festa do Padroeiro da Fábrica da Igreja Paroqual de Riachos, considerando-se os 6 mil euros “desproporcionados” em relação a eventos similares. O executivo PS considerou que esta é “a grande festa anual da vila de Riachos, só se sobrepondo a Festa da Bênção do Gado se realiza de 4 em 4 anos. Como em anos anteriores, a receita da festa será aplicada em obras de interesse público, este ano para a renovação de janelas da Igreja Paroquial e para a pintura e equipamento do Salão Comunitário, este tão frequentemente utilizado pelas associações riachenses”.

Também não reuniu acordo um apoio de 6 mil euros às paróquias de Torres Novas, embora no final da discussão apenas o PSD se tenha abstido. O montante aprovado destina-se à realização de sondagens e escavações arqueológicas com vista à recuperação do designado “Edifício do Salvador”. Esta obra, refere nota de imprensa, incluirá um auditório para cerca de 400 pessoas, salas de reuniões e a nova sede dos escuteiros, entre outras valências.

O executivo socialista considera que “as Paróquias de Torres Novas assumiram um enorme desafio que é a construção de um equipamento social que abrange uma área extremamente degradada onde existiu o simbólico e inesquecível Salão do Salvador”.

O centro da discussão não foram as obras ou os eventos em si, assim como a sua importância para a comunidade, mas o facto de o município estar a financiar estruturas que, sendo da Igreja Católica, vão permanecer essencialmente em domínio privado. Na questão dos 10 mil euros para a Fábrica da Igreja de Nossa Senhora de Monserrate, valor que representa 1/3 do valor da moradia a adquirir para a futura casa mortuária, Helena Pinto chegou a sugerir que fosse o próprio município a comprar o imóvel e a assumir as obras, tornando a estrutura um bem efetivamente público, ideia que foi apoiada pelo PSD. O presidente Pedro Ferreira (PS) considerou porém que esta já é uma obra comunitária, não obstante seja realizada através da Fábrica da Igreja.

As mesmas dúvidas foram levantadas na comparticipação das sondagens arqueológicas do “Edifício do Salvador”, constatando Helena Pinto que o auditório que será criado posteriormente com a obra será maior que o da Biblioteca. A vereadora porém acabaria por votar a favor.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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