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Terça-feira, Janeiro 25, 2022
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Torres Novas | AIP inicia na Renova visita a empresas que sobreviveram e cresceram durante reajustamento (c/vídeo)

O presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP) realçou hoje, durante uma visita à fábrica da Renova, em Torres Novas, a capacidade das empresas portuguesas que sobreviveram ao processo de reajustamento e que nesse período “cresceram e se desenvolveram”.

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José Eduardo Carvalho falava durante a primeira de dez visitas a indústrias que vai realizar até novembro no âmbito da celebração dos 180 anos da AIP, destacando o arranque da iniciativa numa empresa “extraordinária” e “emblemática no país, dentro de um setor extremamente concorrencial”.

AIP quis marcar os seus 180 anos visitando empresas que resistiram à concorrência e às flutuações do mercado. Foto: mediotejo.net

A iniciativa começou na Renova – numa visita acompanhada pelo presidente da empresa, Paulo Pereira da Silva, pelo presidente da autarquia, Pedro Ferreira, e pelo secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos -, empresa que, segundo José Eduardo Carvalho, encaixa na totalidade nos objetivos definidos pela AIP: ser associada de longa data da associação, pertencer à indústria transformadora, ter crescido durante o período de ajustamento e não ter sido vendida a estrangeiros.

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Eduardo Carvalho afirmou que, tendo em conta a origem da associação, que quando se formou, há 180 anos tinha 800 associados, reunindo as manufaturas e com as empresas “quase embrião do capitalismo” lá representadas, foi decidido, “devido também à desindustrialização que ocorreu nos últimos anos, centrar estas visitas nas empresas do setor da indústria transformadora e nomeadamente naquelas que conseguiram sobreviver ao processo de ajustamento e que durante esse período cresceram e se desenvolveram”.

No caso da Renova, o secretário de Estado da Indústria destacou as “apostas muito claras” feitas na tecnologia, a ponto de ser “uma das fábricas mais evoluídas em Portugal em termos de automação”, afirmando que esta empresa foi uma das fontes inspiradoras do programa de apoio criado pelo Governo e que disponibiliza 2.000 milhões de euros para esta área.

O secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos (dirt.) salientou na Renova o espírito de start up. FOTO: mediotejo.net
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“A Renova lidera a aposta na propriedade intelectual, a aposta no ‘desgin’, no ‘marketing’, na marca, muito antes de estarem no discurso político e até nos livros de gestão. Não fica atrás, e até fica à frente, de vários centros criativos na Europa”, realçou.

José Eduardo Carvalho aproveitou para reforçar que há empresas que também conseguiram sobreviver a um processo de reajustamento que foi “complicadíssimo”, mas que estão “extremamente endividadas” e a necessitarem de intervenções de capitalização e de alguma reestruturação do seu passivo bancário.

João Vasconcelos reconheceu que o tecido empresarial nacional enfrenta “graves problemas de capitalização” e que os níveis de endividamento das empresas não são aceitáveis, referindo a linha de 1,6 mil milhões de euros lançada recentemente pelo Governo e que inclui 400 milhões de euros para operações de tesouraria, além de dezenas de medidas de âmbito fiscal.

O secretário de Estado apontou ainda a necessidade que muitas empresas sentem de acesso a mão de obra qualificada, consequência do “bom momento” que a indústria portuguesa vive, com o aumento de vendas e das exportações, estando por isso a contratar.

A próxima visita da AIP vai acontecer no dia 30, à Panidor, empresa de Leiria que produz 10 milhões de pães por ano.

C/ LUSA

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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