Torres Novas: Águas do Ribatejo com lucros de 1,5 milhões de euros

O ano de 2015 marcou um crescimento acentuado da empresa Águas do Ribatejo, estrutura intermunicipal integrada pelo concelho de Torres Novas. O resultado líquido foi de 1.534.051 euros, aumento de um milhão em relação a 2014. O objetivo passa agora por continuar os investimentos e abrir a novos sócios, nomeadamente a Golegã.

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O relatório de gestão e contas de 2015 foi apresentado em Torres Novas na manhã de quarta-feira, 30 de março, e os resultados são positivos. “2015 foi o melhor ano em termos financeiros e económicos para a empresa”, frisou o diretor geral da Águas do Ribatejo, Moura e Campos, que apresentou os dados à comunicação social. O aumento do volume de água faturada, o crescimento dos subsídios, uma ligeira diminuição dos custos operacionais e uma diminuição de encargos financeiros foram as razões levantadas para este sucesso.

Ainda assim, o concelho de Torres Novas continua a registar 34 por cento de perdas de água (não faturada). Para Moura e Campos este valor deve-se ao facto de algumas redes serem velhas, mas também ao grande número de ligações não autorizadas. Neste momento está uma equipa em Benavente a identificar no terreno as fugas, que deverá passar pelos restantes municípios que integram a instituição.

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Para o presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, “tem-se feito nos últimos anos ações extremamente importantes para colmatar esse problema grave da poluição” que tem afetado o rio Almonda. A adesão de Torres Novas à Águas do Ribatejo foi “invulgar”, uma vez que os municípios pertenciam todos à Lezíria do Tejo.  Mas “se tínhamos dúvidas deixámos de ter”, sublinhou, referindo que se vão ultrapassar os 30 milhões previstos de investimento.

Já para Francisco Oliveira, presidente do conselho de administração da Águas do Ribatejo, este projeto é também “solidário”. Os investimentos têm-se focado na recuperação de infraestruturas, “muitas delas estavam obsoletas”, mas “não está tudo feito, nem está tudo bem”. O próximo passo é promover a modernização e a qualificação da instituição, abrindo portas a novos municípios que queiram integrar a Águas do Ribatejo, como é o caso da Golegã. A adesão, contudo, terá que responder a vários critérios, para se garantir a sustentabilidade da empresa, frisou o responsável.

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A curto prazo, a Águas do Ribatejo vai investir, em Torres Novas, no sistema de saneamento da Lamarosa e Árgea, no sistema de saneamento de Chancelaria/Pedrógão (5,5 milhões de euros em candidatura aprovada em concurso público internacional), no sistema de saneamento de Lapas/Ribeira Branca (5,5 milhões em candidatura aprovada em concurso público internacional) e na construção de uma conduta elevatória de abastecimento de água a Torres Novas. Prevê-se ainda a substituição da conduta entre a A23 e o Reservatório de Cândido Reis e a requalificação do reservatório do Babalhau e interligação com Reservatório dos Carvalhais.

Campanha Água da Torneira

A Águas do Ribatejo está ainda a desenvolver uma campanha que passa pela colocação de fontes de água ligadas à rede pública nos serviços da Águas do Ribatejo e dos municípios, com água natural e refrigerada. O objetivo é apelar ao consumo da água da torneira “por ser mais saudável, mais económico e mais amiga do ambiente”. O projeto é apoiado pela Direção Geral de Saúde, da QUERCUS, da DECO e da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas.

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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