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Terça-feira, Dezembro 7, 2021
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Torres Novas | ADPTN quer continuar a criar agenda na defesa do património

A antiga Fábrica de Móveis Pataratas, no centro histórico de Torres Novas, foi o palco do solstício de verão da Associação de Defesa do Património de Torres Novas (ADPTN). Sob o tema “Produzir territórios. Ocupação e abandono urbano” reuniram-se na quarta-feira, 21 de junho, arqueólogos e historiadores no espaço vazio da fábrica, com performances artísticas e degustação de produtos da região. No final do primeiro ano de reativação, a ADPTN faz um balanço positivo das suas iniciativas e quer continuar a marcar a agenda.

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No programa constavam as intervenções do arqueólogo Telmo Pereira (Universidade do Algarve) e dos historiadores Amélia Andrade (Universidade Nova de Lisboa) e José Lopes Cordeiro (Universidade do Minho). À margem da iniciativa, o mediotejo.net falou com a presidente da ADPTN, Ana Sofia Ligeiro, para fazer um balanço da atividade da associação, num momento em decorre o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) e se discutem áreas de reabilitação urbana.

O objetivo da ADPTN “é criar agenda e trazer pessoas a discutir”, esclareceu Ana Sofia Ligeiro. Os solstícios têm sido os dias escolhidos para organizar estes debates, discutindo-se o passado no verão e o futuro no inverno. Assim, depois de se debater a ocupação e o abandono urbano no maior dia do ano, seguir-se-á a discussão sobre espaços industriais abandonados.

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“Falámos sobretudo sobre património industrial, de como está agora e como pode ser salvaguardado”, sintetizou Ana Sofia Ligeiro. Destacava assim por isso a importância de se ouvir a opinião pública para encontrar algumas respostas.

As iniciativas da ADPTN têm juntado entre meia a uma centena de pessoas, o que para a responsável resulta num balanço positivo. “Conseguimos desencadear discussões”, frisou, lembrando que o local onde se realizou apresentação da reativação da ADPTN (vazio urbano da Rua dos Ferreiros/Rua Actriz Virgínia) foi entretanto adquirido pelo município para se fazer um jardim. A discussão do PEDU teve também grande participação da ADPTN, colocando a sociedade civil a discutir as propostas.

Para Ana Sofia Ligeiro o património de Torres Novas “não está muito bem” e precisa de “coerência e investimento”. Uma “coerência funcional” para que o património tenha condições de ser mantido, argumenta. “Os monumentos valem por si, mas as pessoas precisam de ver isso”.

Questionada sobre o excesso de projetos culturais para edifícios em degradação, a responsável contrapõe com a substituição dessas ideias pela criação de estruturas habitacionais. Afinal, argumenta, o objetivo é tornar a trazer a população para os centros históricos.

Para o próximo ano a ADPTN vai continuar a realizar os seus debates de solstício e a apresentar propostas de requalificação e salvaguarda de património à Câmara Municipal de Torres Novas.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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