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Domingo, Setembro 19, 2021

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Torres Novas | Abate de árvores na praia da Ribeira gera discórdia sobre risco de queda

O abate de um conjunto de choupos no mouchão do rio Almonda, em Ribeira Grande, Torres Novas, desencadeou nas últimas semanas um conjunto de alertas por populares, autarcas e Associação de Defesa do Património de Torres Novas (ADPTN), devido ao facto de se considerar que as árvores não representavam qualquer risco de queda. O tema foi levado a discussão na segunda-feira, dia 22 de abril, à Assembleia Municipal pelo Bloco de Esquerda (BE), exigindo-se um parecer técnico que justificasse o abate.

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O corte aparentemente desnecessário destes choupos levantou críticas de parte de quem observou o sucedido, com denúncias a chegar às redações dos órgãos de comunicação social.

Num comunicado oficial da ADPTN, a associação explicou que a 16 de abril “cortaram-se pela base vários choupos em bom estado, mesmo ali no mouchão do rio Almonda, aquele que fica na ponte entre as Ribeiras. Mais cinco árvores estarão marcadas para abate, todas árvores de grande porte, sem sinais evidentes de doença ou secura, e com funções ecológicas relevantes”.

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Não obstante existir um aviso indicando que as árvores estariam em “perigo de queda”, a ADPTN frisou que estas “fazem parte de um choupal, árvores que fazem parte de uma galeria ripícola, aquele corredor verde que emoldura o rio, que lhe traz sombra e que permite que haja vida, no rio e nas suas margens, e piqueniques em locais frescos durante o verão”. No local, designado praia da Ribeira, existe um pequeno parque de merendas.

“Depois de todo o alarido em torno da construção da estação elevatória, com promessas de requalificação paisagística, assistimos a mais um ataque tanto à qualidade da paisagem ribeirinha e às funções ecológicas deste espaço, como às populações das aldeias vizinhas que valorizam este local de modo especial”, salientou. “Não estamos contra podas, desbastes e gestão normal do arvoredo, mas denunciamos um tratamento desadequado das árvores naquela situação”, frisou.

Partiu do deputado António Gomes (BE) o pedido do parecer técnico a justificar o abate na assembleia de segunda-feira. Em resposta, o presidente da união de freguesias de São Pedro, Lapas e Ribeira Branca, Júlio Clérigo, tomou a palavra e explicou que houve queda de árvores naquela zona no início do ano, pelo que a autarquia tomou a iniciativa de identificar as que ofereciam mais perigo para abate, por forma a evitar riscos para a população.

Também o presidente da Câmara, Pedro Ferreira (PS), reiteraria os argumentos do presidente da junta, alertando que a medida fora necessária para evitar episódios como na Madeira e que tinha um parecer técnico sobre o tema.

A discussão gerou algum debate entre as posições envolvidas, mas terminaria sem consenso quanto à pertinência técnica de se ter realizado o abate, em vez de se optar por outras soluções que preservassem um arvoredo aparentemente saudável.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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