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Sábado, Julho 31, 2021

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Torres Novas: vila que se tornou cidade com a ajuda de Riachos

Em 1985 a vila de Torres Novas mudou de tipologia e foi considerada cidade. Um dos passos marcantes deste concelho, cuja carta foral foi entregue por el-Rei D. Sancho I em 1190. O mediotejo.net perguntou ao ex-presidente Casimiro Gomes Pereira se esta passagem tinha sido marcante para o crescimento da localidade. E ficou a saber que foi quase por acaso que tal mudança se concretizou.

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casimiro gomes pereira
Casimiro Gomes Pereira foi presidente da Câmara Municipal de Torres Novas durante toda a década de 80

São 30 anos de grande desenvolvimento e mudança, que o próprio autarca reconhece. Mas em meados dos anos 80, a então vila foi no balanço criado pelas populações de Riachos. “Nós começámos com uma iniciativa local, da população de Riachos, da freguesia penso eu, que fazia muita questão que a Câmara apoiasse e ajudasse a desenvolver o projeto da elevação de Riachos a vila”, recorda. “Tenho que falar com franqueza, foi um pouco o despoletar da coisa: calma aí, nós vamos fazer de Riachos vila, mas também de Torres Novas cidade. E a partir daí, tanto um projeto como o outro, foi acelerado o mais possível”.

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Na cerimónia de 13 de dezembro, em que se homenagearam várias figuras do concelho, Casimiro Gomes Pereira comentou ao mediotejo.net que esta mudança “foi importante”.”Isto é um pouco um património imaterial que me dignifica e de que nós temos orgulho. Penso que teve a sua importância e que valeu a pena”, frisou.

Em três décadas, Torres Novas “mudou muito”, indo no balanço de mudança do próprio país. Apesar das dificuldades, o autarca vê o panorama na positiva. “Não obstante todas as dificuldades que os portugueses têm passado, Portugal com a democracia não é o mesmo que o Portugal antes da democracia. Por conseguinte Torres Novas acompanhou bem, penso eu, com dignidade esta evolução. E não estando tudo bem, de maneira nenhuma, apesar de tudo está tudo muito melhor”.

Casimiro Gomes Pereira lamenta que o centro da cidade tenha perdido alguma “vida”, fato que atribui sobretudo à mudança das mentalidades. Reconhece o crescimento nas infra-estruturas, nos serviços e na cultura. “Torres Novas não tem parado”, comenta.

Questionado sobre o que gostaria de ter podido fazer no seu tempo, prefere falar no que conseguiu concretizar. “Fui privilegiado, no sentido que o primeiro orçamento que a Câmara teve com autonomia financeira, não foi feito por mim mas foi gerido por mim, (cumpri-o o melhor possível) deu-nos a oportunidade de definir políticas. E por isso Torres Novas teve num curto espaço de tempo uma zona industrial que permitiu desafogar o centro urbano das indústrias, que eram muitas”, recorda.

Lamenta não ter conseguido prosseguir com o projeto da Casa Néry, mas gostou de todo o trabalho que desenvolveu em prol da cidade. “Olhe não consegui fazer, por motivos vários, continuar a minha atividade política. Foi uma opção minha”, admite.

Foi nos anos 80 que se começou a trabalhar no projeto do Hospital, mas refere que não recorreu a fundos comunitários. “Por culpa minha nunca usufrui de um tostão, ou um centavo, da União Europeia, ou da CEE naquela altura. Embora deixasse muitos projetos já preparados para concorrer aos fundos”.

Casimiro Gomes Pereira foi presidentes de Torres Novas desde 1979 e até aos anos 90. Foi ainda deputado na Assembleia da República.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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