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Segunda-feira, Julho 26, 2021

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Torres Novas: A queda pensada de Victor Hugo Pontes

É provável que Victor Hugo Pontes sonhe alto com o reconhecimento que tem recebido do público e dos media nos últimos tempos, mas não se perdeu nas alturas e regressa ao chão no palco do Teatro Virgínia com “Fall”, peça criada a partir de estudos sobre a queda. Além do espetáculo de sábado, dia 16, o coreógrafo traz o projeto “Cair” no qual o conceito é traduzido para aqueles cuja idade ainda não trouxe experiência em tropeções físicos e emocionais da vida.

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Victor Hugo Pontes estreou o seu último espetáculo no passado mês de fevereiro. O público gostou e a peça “Se alguma vez precisares da minha vida, vem e toma-a” criada a partir de “A Gaivota”, de Tchékhov, recebeu o devido destaque mediático. No entanto, o jovem escritor Treplev, personagem principal da obra escrita pelo dramaturgo russo, andará muito longe do palco do Teatro Virgínia uma vez que o repertório do “homem do momento” é vasto e Torres Novas receberá a peça “Fall”, estreada no Teatro Rivoli (Porto) em novembro de 2014.

Muitas quedas ocorreram nos palcos desde então, no caso de “Fall” foram pensadas pelo coreógrafo que deu as primeiras da infância em Guimarães, onde nasceu no ano de 1978. A passagem pelo Rancho Folclórico e Etnográfico de Trouxemil (Coimbra) ensinou-lhe outros passos e os cursos de Pintura (Faculdade de Belas Artes do Porto), Teatro (Balleteatro) e Pesquisa e Criação Coreográfica (Fórum Dança) orientaram-no no caminho profissional.

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O espetáculo trazido pelo diretor artístico da associação cultural Nome Próprio, sediada no Porto, explora o conceito da queda a partir de estudos de autores como Yves Klein e Bas Jan Ader e vai além da vertente palpável. As quedas emocionais, sentimentais e espirituais estão presentes e o lado outonal da palavra inglesa “Fall” também não foi esquecido.

Victor Hugo Pontes usa a dança para materializar estes momentos marcantes da vida e o público infantojuvenil também pode explorá-los através do projeto “Cair” acompanhado pelos colegas de escola na sexta-feira (14h30) ou em família no sábado (11h00). Os adultos conhecem melhor o tema e não terão que se preocupar em aprender algo novo com “Fall”, marcado para as 21h30. Basta apreciar o espetáculo, até porque não podemos amparar-nos na experiência quando perdemos o equilíbrio.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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