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Sábado, Junho 19, 2021

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Torres Novas | A Memória passa de passado a presente no palco do Virgínia (c/ vídeo)

Com o avançar da vida perdem-se umas coisas, ganham-se outras e uma das conquistas é a Memória com pormenores que poucos conhecem. São alguns destes momentos que um grupo de atores do Teatro Virgínia, com idades entre os 58 e os 81 anos, partilha com público esta sexta-feira, dia 4, no Teatro Virgínia durante a peça “Memento”. Fomos assistir a um ensaio do espetáculo em que a Memória torrejana é a personagem principal para perceber como o passado se transforma em presente.

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Pisam o palco da vida há mais de meio século e o do Teatro Virgínia há nove meses desde o momento em que aceitaram o desafio para se tornarem atores de um espetáculo criado de raiz com um tema que dominam como ninguém. No espetáculo “Memento” que estreia para o público em geral na noite desta sexta-feira, pelas 21h30, o grupo de atores com idades compreendidas entre os 58 e os 81 anos partilha Memória.

Não a de outras pessoas, nem com recurso a cenários de outros locais. Nesta sala de espetáculos de Torres Novas, as cenas são momentos da memória coletiva do concelho construída pelas memórias pessoais de torrejanos Emília Nicolau, João Vidal, Marcelino Pereira, Laura Conceição, Lucinda Pimenta, Maria Antónia Rodrigues, Maria Emília Duque, Otília Bicho, Carlos Dias, Demitília Grácio, Manuela Fazenda, Maria Amélia Henriques e Mário Duarte.

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Os atores partilham no palco memórias com mais de meio século. Foto: mediotejo.net
Os atores partilham no palco memórias com mais de meio século. Foto: mediotejo.net

Depois de um dos últimos ensaios, os primeiros oito contaram-nos o que os levou até ao grupo do Teatro Virgínia e como a idade não entra no guião quando estão em palco. A maioria nasceu por aqui e foi por aqui que viveram. Até há nove meses as memórias eram partilhadas entre amigos e família. Depois começou o desafio.

Construíram um espetáculo em conjunto com a companhia Amarelo Silvestre e as memórias partilhadas foram encenadas por Fernando Giestas e Rafaela Santos, que desde 2009 desenvolvem projetos de teatro contemporâneo dentro e fora do país, tendo como ponto de partida o concelho de Nelas.

Um dos momentos finais da peça Memento. Foto: mediotejo.net
Um dos momentos finais de “Memento”. Foto: mediotejo.net

Para os diretores artísticos da Amarelo Silvestre “Memento” representou um desafio pela transformação das memórias em teatro. Também falámos com eles e aproveitámos para conhecer alguns dos momentos que serão partilhados na noite desta sexta-feira.

Descobrimos que não se trata de um passa-palavra sobre temas aleatórios, desde datas de casamento a factos históricos. É a Memória a gerar novas memórias.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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