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Domingo, Setembro 26, 2021

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Torres Novas: A “Garra de Viver” com Cancro pelo olhar de Célia Ramos

Jornalista há duas décadas, Célia Ramos Honorato, 42 anos, quis prestar uma homenagem a algumas das mulheres que entrevistou ao longo da sua carreira. Do desejo nasceu um livro, “Garra da Viver”, com oito entrevistas a mulheres torrejanas que enfrentaram o cancro e sobreviveram. Há uma perda, um bebé, e a mãe que nunca baixou os braços. Um trabalho emotivo, com data de lançamento a 29 de outubro, sábado, e prefácio da atriz Fernanda Serrano.  

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Nasceu em Torres Novas, mas cresceu em Praia do Ribatejo (Barquinha). Entrou para jornalismo quase por acaso, quando se fecharam outras portas. Passou pelo “Cidade de Tomar”, “Templário” e o extinto “Região de Tomar”, mas há 17 anos que trabalha no jornal “O Almonda”, o periódico centenário de Torres Novas. Tem dois filhos ainda pequenos e uma paixão pelo seu trabalho, no qual gosta de abordar temas sociais e fortes, alguns dos quais a têm marcado.

Ainda se recorda do toxicodependente de Tomar que a deixou fotografá-lo enquanto preparava uma dose de heroína e a injectar-se. Suspira fundo, de braços desarmados, ao voltar a narrar aqueles momentos e a frustração que sentira, na época muito jovem, por constatar a incapacidade humana de combater certas realidades. Apaixonou-se então pelo jornalismo.

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Há cerca de um ano criou um projeto pessoal! Tornar a conversar com algumas das mulheres torrejanas que já entrevistara sobre a sua experiência com o cancro, reunir mais testemunhos, e construir um livro sobre luta e esperança, que pudesse homenagear tais mulheres que nunca perderam o ânimo e a garra de viver. “Garra de Viver” foi o título escolhido, numa obra de 128 páginas com edição da Câmara Municipal de Torres Novas.

São histórias de mulheres, mas com diversos tipos de experiência: há cinco cancros de mama, um cancro no pulmão, outro nas vias respiratórias e a história de uma bebé e da sua mãe. Célia Ramos frisa a homenagem a mulheres com características especiais que, num momento que seria o de dor e de depressão, recusaram-se a ver um cancro como um fim, mas antes como um processo que seria ultrapassado.

Parte dos ganhos da obra revertem a favor da Liga Portuguesa contra o Cancro.

Como surgiu a ideia deste livro?

A ideia deste livro surgiu porque, como sabes sou jornalista, e por altura do mês do cancro, do cancro da mama, do mês cor de rosa, eu já tinha entrevistado várias mulheres. Comecei por entrevistar a Teresa Redol, que faz parte do meu livro, quando ela ainda estava à frente da Agir. Anos a seguir quis fazer novamente um relato de uma mulher com a temática do cancro e ela aconselhou a Eliana Brites. O ano passado, em fevereiro, entrevistei a Patricia Nunes, mais conhecida por Pati, que é outra força da natureza. Muito novinha, com 30 e poucos anos, com cancro de mama mas com uma história também incrível.

E a Catarina em vez de se entregar à tristeza, em vez de se entregar à depressão, é uma das pessoas mais incríveis que eu conheço. É uma mulher com a tal garra de viver imensa

Em outubro do ano passado, assim absolutamente do nada, pensei: gostava de escrever um livro! Como já sou apaixonada por escrever e por ouvir pessoas e por tirar fotografia, pensei em escrever um livro. E pensei logo de imediato: em outubro do ano que vem quero ter este livro pronto e quero lançar este livro em outubro do ano que vem. Outubro era o mês cor-de-rosa, fazia todo o sentido.

Pensei ir ter novamente com a Teresa, com quem já tinha falado para uma entrevista para “O Almonda”. Pensei ir imediatamente ter também com a Eliana. A Eliana é uma história muito, muito forte. Todas elas são mulheres altamente especiais, mas claro que há aquelas que nos marcam ainda mais do que outras. E a Eliana é daquelas que é uma guerreira imensa. Fui ter com a Pati, também. Desafiei estas três para desta vez ser um assunto ainda mais divulgado do que só uma notícia de jornal, das suas histórias ficarem mesmo em livro. Elas aceitaram, desde o início que me apoiaram imenso e disseram que era uma ideia belíssima. A partir daí, de falar com estas três, pensei: quero pelo menos sete mulheres. A partir daí comecei a contactar outras, a perguntar a cada uma delas com quem é que hei-de falar a seguir. Porque mulheres com cancro infelizmente tu tens muitas…

São só mulheres?

Pensei – chama-lhe feminismo, chama-lhe o que quiseres – mas pensei que queria só mulheres! E queria só mulheres torrejanas!

Torrejanas por alguma razão em particular?

Se calhar porque eu sou torrejana, porque trabalho em Torres Novas, porque à partida pensei logo em pedir algum apoio à Câmara Municipal. Sendo só mulheres torrejanas enquadra-se melhor no apoio que eles pudessem dar. Optei! A Elsa vive no Entroncamento, mas é das Lapas. Portanto são todas torrejanas.

Fui perguntando e fazer um livro com mulheres com cancro até era relativamente fácil. A dificuldades estava em encontrar mulheres com cancro com as características que eu queria…

Quais eram essas características?

Mulheres que falam do cancro com uma serenidade enorme, mulheres que falam de um cancro com um sorriso, mulheres que falam do cancro e que me dizem “valeu a pena passar por tudo isto”, mulheres que dizem que é necessário enfrentar o cancro com uma gargalhada. Mulheres no fundo com a tal garra de viver… Engraçado que assim que pensei no livro e assim que pensei quais eram as características e que mulheres é que eu queria, veio-me logo à cabeça este flash: garra de viver. Achei que tinha tudo a ver. Esse título resume efetivamente estas oito mulheres. São oito guerreiras, com uma garra de viver imensa. Uma tranquilidade, com uma alegria… Nunca baixar os braços, nunca desanimar, elas não têm um momento de desânimo. A ideia foi realmente esta.

Eu acredito mesmo nisto: que o otimismo com que elas encararam a doença as ajudou a vencer, se é que se pode dizer realmente que venceram o cancro

Depois, neste livro, as oito mulheres são oito mulheres sobreviventes, graças a Deus. Não te posso dizer que venceram o cancro por uma razão: há médicos que defendem que nunca estás curada de um cancro. Porém, há uma perda nestas oito mulheres. Há uma mulher, que é Catarina Nunes, que é irmã da Pati, e esta Catarina não teve cancro. Quem teve cancro foi o seu bebé, que morreu com 23 meses de idade. A Catarina passou 15 meses à beira da cama da criança no IPO. A história desta Catarina é talvez a mais comovente, porque realmente há uma perda, há um anjinho que parte. Mas esta Catarina…sei lá, eu enquanto mãe penso que me entregaria a uma depressão, a uma tristeza profunda e que a minha vida perdia parte do sentido. Eu nem quero imaginar o que seja perder um filho!!!

E a Catarina em vez de se entregar à tristeza, em vez de se entregar à depressão, é uma das pessoas mais incríveis que eu conheço. É uma mulher com a tal garra de viver imensa. E é acima de tudo uma das pessoas mais solidárias que eu conheço. A Catarina passa os Natais no IPO, a distribuir pelas crianças brinquedos e roupas. A Catarina vai frequentemente ao IPO. Distribui alimentos e roupas pelos sem-abrigo. Faz aulas de zumba frequentemente, cuja moeda de troca são apenas géneros que não sejam perecíveis e distribui pela Agir, pelo Rosto, pela Cruz Vermelha de Torres Novas. A Catarina é esta força da natureza, que apesar de perder um filho ela disse para mim “ou eu desanimava, ou eu ficava por ali, mesmo tendo outro filho, ou eu ia à luta”.  Por isso achei que a Catarina fazia todo todo sentido integrar este livro, porque é uma guerreira.

Tinhas alguma relação próxima ao cancro antes deste livro?

Não. Tive depois, tanto que a minha dedicatória é em parte dedicada ao meu padrinho, que morreu há uns meses de cancro. O meu padrinho Lipo estava doente de cancro há vários anos, mas não foi isso que me motivou. Ao conhecer aquelas mulheres, pelo menos estas três que já tinha entrevistado para “O Almonda”, e ao ver o quanto estas mulheres eram especiais – entretanto não fiz notícia com a Catarina, mas conheci também a história da Catarina – eu pensei: a história destas mulheres tem que ser dada a conhecer! Tem que haver mais pessoas que conheçam esta garra destas mulheres, esta luta, esta serenidade! O que pensei então? Dois objetivos: dar a conhecer a história destas mulheres e ao mesmo tempo homenageá-las. São mulheres muitos especiais, que não podem ficar anónimas, e sobretudo homenageá-las.

Que conclusões pode o leitor retirar destas entrevistas?

Principalmente, gostava que este livro chegasse a doentes com cancro e que se sentissem inspirados e que não se fossem abaixo. Cada uma delas ficou tão entusiasmada com o projeto porque elas próprias querem transmitir isso mesmo: não se vão abaixo, lutem até ao fim! Porque o negativismo, o ir-se abaixo, há mesmo médicos que defendem que se tu fores negativa, se tiveres uma atitude depressiva, que isso ajuda a doença a instalar-se. A mensagem que eu tiro é esta. Eu acredito mesmo nisto: que o otimismo com que elas encararam a doença as ajudou a vencer, se é que se pode dizer realmente que venceram o cancro. Marcou-me muito a serenidade com que estas mulheres falaram comigo. Uma atitude muito calma, muito cheias de amor para dar… Acho que me apaixonei por cada uma destas mulheres, são grandes amigas, cada uma delas. Fazemos uma festa de cada vez que nos encontramos. O otimismo delas, o não se irem abaixo e o pensarem sempre “eu não vou morrer”. É uma frase muito comum a todas elas “eu nunca pensei em morrer. Eu não vou morrer”.

Consideras que são histórias de sobrevivência ou de superação? Será sobrevivência uma palavra muito pesada?

Creio que não, porque infelizmente continua a haver tantas, tantas, tantas pessoas que não sobrevivem e infelizmente o cancro ainda é muito mortal. Portanto sim, penso que são histórias de sobrevivência. Uma parte do livro tem um capítulo dedicado à Liga Portuguesa contra o Cancro e outra parte tem uma entrevista a duas médicas do IPO do Porto. Essas médicas vão ao encontro daquilo que eu digo: o optimismo é muito importante, que esta luta é muito importante.

A investigadora da Fundação Champalimaud, Fátima Cardoso, disse recentemente, em entrevista à Visão, que vamos começar a morrer de cancro com mais frequência. As pessoas estão preparadas para receber este tipo de diagnóstico?

Pois, acho que isso é uma notícia muito triste. Penso que não. Apesar de tudo, daquele impacto que é horrível, quando alguém diz “tem cancro, tem um tumor maligno”, apesar daquele impacto muito forte, algumas delas diziam “foi como o mundo se tivesse aberto debaixo dos meus pés”, acho que ninguém está preparado para saber que o cancro é cada vez mais mortífero. Tinha esperança que fosse ao contrário.

Qual vai ser o percurso deste livro? Vai correr o país?

Por vontade delas sim… O meu objetivo era homenagear as mulheres e acho que o vou conseguir aqui localmente, porque elas se Deus quiser vão estar as oito. Fica a homenagem feita. Há uma delas que é muito empreendedora, muito entusiasta, que esteve há pouco tempo no programa do João Baião e meteu na cabeça me quer lá levar (sorriso largo). Elas mesmo têm vontade que eu vá apresentar o livro fora daqui, porque acham que é um projeto muito válido. Eu, na minha modéstia e na minha humildade, porque acima de tudo isto é um projeto muito humilde, penso-me ficar por aqui.

Há outros projetos a caminho? Novo livro, romance, poesia?

(Risos) Há. Não é ainda projeto, é só uma ideia. Mas efetivamente eu gosto muito de escrever. Não sei se tenho jeito ou não para escrever, se calhar até nem tenho jeito nenhum, mas gosto muito de escrever. Gostava de continuar. Este projeto apaixonou-me tanto, tanto, mas tanto…foi quase como ter um terceiro filho. Eu podia ter dias mais cinzentos, dias mais tristes, mas se eu pensava assim “vou escrever um bocadinho no meu livro” o sol brilhava outra vez. Foi realmente uma coisa que me apaixonou muito. E portanto sim.

Apesar de ser complicado porque sou jornalista e a profissão de jornalista é um pouco condicionada, não temos horários, não temos tempo para quase nada. Depois sou esposa e mãe, o que dá bastante trabalho ser mãe de duas crianças de 12 anos e de oito anos. Mas apesar de tudo, conforme encontrei um pouquinho de tempo para este, gostava de continuar. Mas gostava de continuar no seguimento deste.

Nunca pensei em escrever um romance, acho que não tinha jeito para escrever um romance, mas acho que gostaria de escrever um próximo livro com histórias antigas. Por exemplo, ir por exemplo por esses lares de idosos do concelho e ouvir as pessoas mais velhas sobre as suas histórias de antigamente, histórias que a geração dos meus filhos já não conhece. Os nossos idosos têm uma sabedoria incrível e têm tanto para contar…

“Nós os jornalistas seremos sempre necessários”

Célia Ramos gosta de temas sociais fortes e é uma apaixonada pelo jornalismo. FOTO: Célia Ramos
Célia Ramos gosta de temas sociais fortes e é uma apaixonada pelo jornalismo. FOTO: Célia Ramos

Como se deu a tua entrada no Jornalismo?

A nota introdutória do meu livro começa assim “Eu sou jornalista fruto de um acaso”. Eu lembro-me que naquela idade em que nos começam a perguntar o que queremos fazer eu queria ser educadora de infância. Na altura, ali no princípio dos anos 90 quando entrei para a universidade, a colocação de Educadora de Infância estava sobrelotada, parecia que toda a gente do país tinha ido para Educador de Infância, e os meus pais desaconselharam-me. Porém, no princípio dos anos 90, não havia a informação que há hoje e eu confesso e admito, ingenuamente, que eu fiz a minha candidatura à universidade muito mal informada. Portanto, não entrei. Não era que tivesse uma média muito baixa, mas não entrei porque fiz uma candidatura mesmo às escuras.

Não entrei e os meus pais –  que são os melhores pais do mundo, que são pessoas muito modestas economicamente – não hesitaram em dizer-me para eu me candidatar a uma universidade privada, o ISLA em Santarém, e ainda a uma universidade também privada, de serviço social, em Coimbra. Apesar das condições financeiras serem mesmo muito modestas, só o meu pai trabalhava, a minha mãe sempre foi doméstica, mas eles não hesitaram por um minuto em avançar por aí. Entrei em serviço social, entrei em Santarém, mas condicionada também por essas condições financeiras um bocadinho apertadas fiquei em Santarém.

Em Santarém eram três anos, era o Bacharelato de Comunicação. Passados esses três anos o curso foi reconvertido e passou a ter dois ramos, comunicação social e comunicação empresarial. Eu não tive quaisquer dúvidas que não queria nada com comunicação empresarial.

Que trabalhos mais te marcaram até hoje?

Foi no “Região de Tomar” que eu fiz a primeira reportagem que mais me marcou até hoje: decidi entrevistar um toxicodependente. E não me decidi ficar por aí, decidi tirar fotografias enquanto o toxicodependente se injetava. Eu era novita na altura. Arranjei uma coragem enorme. Ele chamava-se Paulo. Combinámos um lugar. Eu fiquei chocadíssima (na altura saiu no “Região de Tomar” um suplemento a cores só de fotografias das várias etapas da preparação do produto) porque na altura tinhas, lado a lado, uns prédios novos, e do outro lado, só separado por uma estrada, ruínas autênticas com…um cenário decadente. E o Paulo não me pediu nada em troca! À hora combinada estava lá, com a dose. Preparou a dose, injetou-se e no final disse assim: “agora está-se bem”. E eu de máquina em punho tuca tuca tuca, passado aquilo agradeci, voltei para a redação. Passado aquilo, as fotografias ainda eram em papel… (suspiro longo e pesado, encosta-se na cadeira e larga os braços) fiquei…mal, mal… Marcou-me muito! Foi a primeira entrevista que realmente me marcou muito. Assim teres este contacto… Depois ela prostituía-se…

Ela?

A companheira. E eu lembro-me de sair do “Região de Tomar” às tantas da manhã e passava de propósito ao pé do Tribunal de Tomar, onde era a zona da prostituição, só para ver. Só para… Chiça, como é que é possível? Porquê? Porque é que isto tem que ser assim? Porque é que ela tem que estar ali a prostituir-se, porque ele…porque este casal tão novo… Mexeu muito comigo. A partir daí apaixonei-me pela minha profissão.

O que aconteceu com o Paulo?

Não sei, saí de Tomar e nunca mais soube nada dele.

Tinhas curiosidade em saber?

Tinha. Tenho esperança nomeadamente que tenha entrado para uma casa de recuperação e, olha, que não tenha já morrido de uma overdose. Depois cá em Torres Novas fiz uma entrevista a um jovem ex-toxicodependente, graças a Deus completamente recuperado, mas que tem HIV. Também foi uma entrevista que me marcou bastante. Sou completamente apaixonada pela minha profissão.

Já vi que gostas mesmo de temas fortes…

Não gosto de política. Não gosto de economia. Gosto de fazer reportagens ao nível social, ao nível humano. Se me pedem para fazer uma reunião de câmara detesto, se me pedem para fazer uma assembleia municipal detesto. Economia pior ainda. Gosto destes temas fortes que mexem connosco, que nós nos entusiasmamos com as próprias pessoas, que nós nos emocionamos com as próprias pessoas, que temos que fazer força para não sermos nós próprios a deixar uma lágrima porque eu sou acima de tudo uma pessoa extremamente sensível, sensível demais para meu mal…

Sendo tu uma apaixonada por jornalismo, como encaras a atual crise no jornalismo e estas novas gerações que saem para o mercado sem grandes perspetivas de carreira?

Preocupa-me muito, sabes, preocupa-me muito porque sabemos que o futuro passa pelo mediotejo.net, pelo jornal online, e não pelo jornal em papel. O “Almonda”, por exemplo, tem um esmagador número de assinantes muito idoso e que continua a não trocar o jornal em papel pelo jornal online. Mas preocupa-me muito. Eventualmente poderá cada vez mais as pessoas deixarem de comprar o jornal em papel porque nós hoje através de um telemóvel estamos em qualquer lado. Mas eventualmente penso que jornalistas tem que haver sempre. Se não quem é que faz a informação, quem é que capta a informação? Poderei é estar preocupada porque a minha entidade patronal é uma gráfica e que, aí sim, até para as gráficas a situação estará mais fragilizada que para os jornalistas. Mas que o futuro dos jornalistas não está muito assegurado, não… Acredito que haverá sempre lugar para o jornalista. Nada como a pessoa no local para sentir. Nós os jornalistas seremos sempre necessários.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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