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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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Torres Novas | 2017 traz Capitão Fausto, ópera, Maria Rueff e poesia ao Virgínia

A nova temporada do Teatro Virgínia foi apresentada em dezembro e o programa dos primeiros três meses de 2017 propõe Júlio Resende, Capitão Fausto, Maria João e Maria Rueff, entre outros nomes do panorama cultural português. Entre janeiro e março, o palco recebe desde teatro a ópera, passando pela dança e a poesia, com espetáculos para todas as faixas etárias que envolvem um investimento situado entre os €35.000 e os €40.000.

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O Teatro Virgínia apresentou a programação para os primeiros três meses de 2017, que inclui novidades, como ópera e poesia, e dá continuidade a projetos ligados à comunidade torrejana. Os grupos de teatro para crianças, jovens e seniores continuam este ano e regressa o Lab Criativo para o público escolar que, segundo Rui Sena, diretor artístico deste equipamento cultural, ultrapassou o número máximo de inscrições na última temporada.

Rui Sena apresentou a programação junto de Elvira Sequeira e Pedro Ferreira. Fotos: DR

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O “ano cultural” arranca sábado, dia 7 de janeiro, com “Ópera para Todos”, um recital do grupo Allegro que une alunos do Conservatório Nacional e compositores intemporais, como Mozart e Handel, através da voz e do piano. A novidade foi justificada por Rui Sena pelo facto das “disciplinas só terem público quando se apresentam” e da aproximação a este género “colmatar a situação de termos um teatro de ópera que não circula no país, que pagamos todos, mas só existe em Lisboa”.

O caso do teatro é diferente e a primeira das cinco propostas deste género chega pelo espaço de criação transdisciplinar Circolando. O projeto-satélite “Brisa ou Tufão”, de Mafalda Saloio, é levado a cena no dia 14 e tem o ar como inspiração. A segunda proposta é trazida por Ana Madureira na peça em que a “Dama Pé de Mim” partilha a busca por um amigo, a 19 e 20 de janeiro com as escolas (pré-escolar) e a 21 com as famílias. O pano de janeiro cai no dia 28 com “Poesia Homónima”, um concerto com o piano de Júlio Resende, a voz de Júlio Machado Vaz e os poemas de Eugénio de Andrade e Gonçalo M. Tavares.

A literatura chega pelo teatro com Maria Rueff e pela música com Júlio Resende. Fotos: DR

Os espetáculos de fevereiro começam com música e “Têm os Dias Contados” a partir do momento em que os Capitão Fausto apresentam o último álbum no primeiro sábado do mês (4). O concerto da banda formada por Tomás Wallenstein, Domingos Coimbra, Manuel Palha, Francisco Ferreira e Salvador Seabra integra a digressão pelos teatros do país e passa pelo palco do Teatro Virgínia na semana antes de Luís Guerra ali partilhar, no dia 11, a severidade do ecossistema que carateriza “A Tundra” através da dança.

A 18 chega a quarta edição da “Musíada”, projeto do coro do Choral Phydellius que apresenta um repertório de autores lusitanos com interpretações solísticas e camerísticas. O mês fecha com o regresso do teatro para o público escolar (1º ciclo), a 24, e as famílias, a 25, no espetáculo criado e dirigido por Romeu Costa e interpretado por Carla Galvão. “A Manta” traz as histórias de cada retalho contadas por uma avó na coprodução do Cine-Teatro Constantino Nery, Maria Matos Teatro Municipal e Rivoli Teatro Municipal.

A ópera de Allegro é novidade e a dança de Paulo Ribeiro regressa. Fotos: DR

A terceira parte da nova temporada começa com o ritmo do trio “Budda Power Blues”, liderado por Budda, e a voz de Maria João no espetáculo de 4 de março. O guitarrista e a cantora juntam-se no palco a Nico Guedes e Pedro Ferreira para partilhar os sons do disco “The Blues Experience”. Este é, igualmente, o mês do regresso da Companhia Paulo Ribeiro ao Teatro Virgínia com uma apologia coreografada ao amor através de “Ceci n’est Pas un Film – Dueto para Maçã e Ovo”, que alia a dança aos filmes selecionados pelo Cine Clube de Viseu.

Os últimos espetáculos reforçam a oferta teatral com “Do Bosque para o Mundo”, de Miguel Fragata e Inês Barahona, e “António e Maria”, pelo Teatro Meridional. O primeiro sensibiliza as escolas (3º ciclo) e as famílias sobre a crise dos refugiados nos dias 17 e 18, respetivamente, através da história de Farid, um jovem afegão de 12 anos. Uma semana depois, a 25, são as histórias de António Lobo Antunes que ganham forma no palco com a peça “António e Maria”, um monólogo de vozes femininas interpretado por Maria Rueff com dramaturgia e adaptação de Rui Cardoso Martins.

Capitão Fausto e The Blues Experience asseguram sonoridades diversificadas. Fotos: DR

A diversidade de disciplinas artísticas e faixas etárias dos públicos foi destacada durante a apresentação em que marcaram presença o presidente da autarquia, Pedro Ferreira, e a vereadora Elvira Sequeira. A responsável pelo pelouro da Cultura salientou o trabalho realizado pelo município com o objetivo de atrair “o público torrejano” ao qual se pretende dar condições para “usufruir de produções artísticas que não encontramos apenas nos grandes centros”.

Finalidade confirmada por Pedro Ferreira, que destacou a passagem do Teatro Virgínia de referência regional a nacional, motivando a procura de muitos artistas e espetáculos, e o equilíbrio “em termos de valores”. A nova temporada envolve um investimento situado entre os 35.000€ e os 40.000€, integrado no orçamento total na ordem dos €175.000 atribuído ao Teatro Virgínia para 2017.

Consulte a programação da nova temporada aqui.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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