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Sexta-feira, Setembro 24, 2021

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Tomarense Patrícia Sampaio entre os oito judocas portugueses a caminho de Tóquio

Num ano em que o judo português terá uma das suas maiores participações de sempre nos Jogos Olímpicos, a jovem tomarense Patrícia Sampaio é uma das oito atletas que conquistou um bilhete para Tóquio neste verão.

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A atleta, prestes a fazer 22 anos, foi nomeada em 2020 para os prémios da Federação Internacional de Judo (International Judo Federation – IJF) na categoria “estrela em ascensão”. Ficou classificada em 5º lugar nos Mundiais, com 20 anos, subiu duas vezes ao pódio em 2019, com a medalha de bronze nos Grande Prémios de Tbilisi e Marraquexe, e, já em 2020, foi 3ª em Telavive.

Com a pandemia de covid-19 a parar o desporto mundial, o judo internacional retomou apenas em outubro de 2020 com o Grand Slam de Budapeste, no qual Patrícia Sampaio sofreu uma fratura com luxação na perna direita, à qual se seguiu processo de recuperação.

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Nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, adiados para este ano devido à pandemia da covid-19, Portugal entra na competição de judo com Catarina Costa (-48 kg), Joana Ramos (-52 kg), Telma Monteiro (-57 kg), Bárbara Timo (-70 kg), Patrícia Sampaio (-78 kg), Rochele Nunes (+78 kg), Anri Egutidze (-81 kg) e Jorge Fonseca (-100 kg).

A competição da modalidade decorrerá de 24 a 31 de julho, no Nippon Budokan, com a discussão de duas categorias, uma masculina e uma feminina por dia.

Estes são números significativos para o judo português, com a grande diferença a residir na qualificação, feita por indicação para os Jogos em Barcelona, e por apuramento direto para Tóquio, já com regras aplicáveis em função de um ‘ranking’ mundial.

“A qualificação [em Barcelona] era feita por indicação do Comité Olímpico português, em função de resultados internacionais relevantes”, lembrou Luís Monteiro, antigo diretor técnico nacional da Federação Portuguesa de Judo.

Luís Monteiro, que atualmente é responsável na Federação na área do Planeamento, Controlo e Avaliação do treino, refere que o apuramento nos atuais moldes demonstra a qualidade dos judocas, perante uma maior exigência na qualificação.

“A atual seleção nacional é uma das melhores gerações do judo português”, considerou Luís Monteiro em declarações à agência Lusa, comparando o atual grupo com a geração que esteve nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000. 

Na Austrália, Portugal conseguiu então a sua melhor medalha olímpica no Judo, conquistada por Nuno Delgado em -81 kg, uma conquista que viria a ser igualada por Telma Monteiro já em 2016, com o bronze nos Jogos do Rio de Janeiro, em -57 kg.

Em 2000, Portugal teve seis judocas em Sydney, nomeadamente Filipa Cavalleri, Sandra Godinho, Pedro Soares, Pedro Caravana, Nuno Delgado e Michel Almeida, a segunda maior representação, juntamente com o Rio de Janeiro, também com seis atletas.

A representação portuguesa em Tóquio 2020 aumentou para 83 atletas, em 17 modalidades, com a qualificação do tenista Pedro Sousa.

Os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 vão ser disputados entre 23 de julho e 8 de agosto.

JOGOS OLÍMPICOS: Histórico da participação do judo português

Rio de Janeiro 2016 (6 judocas): Joana Ramos (-52 kg, 9.º lugar), Telma Monteiro (-57 kg, 3.ª), Sergiu Oleinic (-66 kg, 9.º), Nuno Saraiva (-73 kg, 17.º), Jorge Fonseca (-100 kg, 17.º) e Célio Dias (17.º, -90 kg).

Londres 2012 (4 judocas): Yahima Ramirez (-78 kg, 17.ª), Joana Ramos (-52 kg, 9.ª), Telma Monteiro (-57 kg, 17.ª) e João Pina (-73 kg, 17.º).

Pequim 2008 (5 judocas): Ana Hormigo (-48 kg, 7.ª), Telma Monteiro (-52 kg, 9.ª), João Pina (-73 kg, 13.º), Pedro Dias (-66 kg, 9.º) e João Neto (-81 kg, 9.º).

Atenas 2004 (4 judocas): Telma Monteiro (-52 kg, 12.ª), João Pina (-66 kg, 7.º), João Neto (-73 kg, 7.º) e Nuno Delgado (-81 kg, 1.ª ronda).

Sydney 2000 (6 judocas): Filipa Cavalleri (-57 kg, 2.ª ronda), Sandra Godinho (-78 kg, 1.ª ronda), Pedro Soares (-100 kg, 13.º), Pedro Caravana (-66 kg, 13.º), Nuno Delgado (-81 kg, 3.º) e Michel Almeida (-65 kg, 9.º).

Atlanta 1996 (5 judocas): Filipa Cavalleri (-56 kg, 2.ª ronda), Pedro Caravana (-60 kg, 2.ª ronda), Michel Almeida (-65 kg, 9.º), Pedro Soares (-95 kg, 9.º) e Guilherme Bentes (-71 kg, 3.ª ronda).

Barcelona 1992 (8 judocas): Paula Saldanha (-52 kg, 7.ª), Filipa Cavalleri (-56 kg, 9.ª), Sandra Godinho (-72 kg, 20.ª), Augusto Almeida (-65 kg, 35.º), Pedro Cristóvão (-86 kg, 28.º), Rui Ludovino (-60 kg, 35.º), Rui Domingues (-71 kg, 34.º) e António Matias (-78 kg, 35.º).

Seul 1988 (4 judocas): Teresa Gaspar (-61 kg, quartos de final), Pedro Cristóvão (-78 kg, 16 avos de final), Renato Santos (-60 kg, oitavos de final) e Hugo D’Assunção (-71 kg, oitavos de final).

Los Angeles 1984 (4 judocas): António Manuel Roquete (-76 kg, 14.º), João Neves (-60 kg, 9.º), Rui Rosa (-65 kg, 20.º) e Hugo D’Assunção (-71 kg, 19.º).

Moscovo 1980 (3 judocas): António Manuel Roquete (-78 kg, 3.ª ronda), João Paulo Mendonça (-60 kg, 2.ª ronda) e José António Branco (-65 kg, 2.ª ronda).

Montreal 1976 (2 judocas): José Pinto Gomes (-63 kg, 7.º) e António Manuel Roquete (-70 kg, 1.ª ronda).

Munique 1972 (2 judocas): António Manuel Roquete (-70 kg, 12.º) e Orlando Ferreira (-80 kg, 19.º).

Tóquio 1964 (1 judoca): Fernando Costa Matos (-80 kg, 1.ª ronda).

*C/Lusa

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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