Tomar: vereador Rui Serrano entrega pelouros pela segunda vez

“Este, claramente, não é o meu executivo”. Assim começa a carta que o vereador socialista Rui Serrano, com assento no executivo camarário tomarense, enviou aos órgãos de comunicação social nesta terça-feira, 30 de agosto, entregando todos os pelouros que tinha sob sua alçada na Câmara de Tomar. Contactada pelo mediotejo.net, a presidente da autarquia, Anabela Freitas (PS) não quer comentar para já esta decisão, referindo no entanto que a mesma não a surpreende. “Acabei de ler a carta há dois minutos, mais tarde será tomada uma posição, nomeadamente a redistribuição de pelouros”, referiu Anabela Freitas.

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Foi a segunda vez que Rui Serrano bateu com a porta Foto: mediotejo.net

Foi a segunda vez que Rui Serrano entregou os pelouros no espaço de 8 meses, mantendo no entanto o seu lugar de eleito até ao final do mandato. Tal como o mediotejo.net noticiou, no dia 4 de janeiro deste ano o vereador tomou a mesma medida (entregando os pelouros do Gabinete de Desenvolvimento Económico, Planeamento, Urbanismo, Regeneração Urbana, Obras Municipais  e Licenciamento) após ser substituído por Hugo Cristóvão na vice-presidência mas a 21 de janeiro, num volte-face, voltaram a ser-lhe conferidos embora em menor número.

Na carta onde renuncia aos pelouros, Rui Serrano – que não marcou presença na reunião desta segunda-feira, 29 de agosto – refere que ao longo destes intensos três anos de mandato autárquico, “surgiram naturais divergências internas que não me surpreenderam, dada a minha experiência e prática política exercida com iguais competências, entre 2009 e 2013, como Vice-Presidente do Município de Abrantes”. O vereador refere que entende que “essas divergências faziam parte de um processo de inédita coligação entre o PS e a CDU e que, acima de tudo, com o empenho de todos, se procurava a estabilidade de governação, assim correspondendo à expectativa dos Tomarenses que acreditaram neste executivo para se fazer a mudança”.

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Refere que estas divergências o levaram, ainda que tardiamente, em janeiro de 2016, a entregar os pelouros que lhe tinham sido atribuídos “mas que encontrada internamente a solução política de estabilidade e credibilidade para este executivo, que se traduziu na saída do chefe de gabinete”, acreditou que era possível recuperar a confiança dos que nos elegerem e que seria viável traçar o caminho que correspondesse ao meu compromisso e responsabilidades assumidas.

“Infelizmente constatei que a reatribuição dessas competências e responsabilidades, no género e na forma, e que me propus cumprir até ao final deste mandato, não assentavam numa agenda comum”, assume agora.

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“Não havendo da minha parte confiança nesta liderança política, à qual não reconheço credibilidade para liderar os destinos do nosso concelho, nada mais me é possível fazer, porque acredito no valor das coisas e não no tempo que elas duram”, conclui o vereador.

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