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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Tomar | Trabalhadores da Fábrica de Papel do Prado lutam para regressar ao trabalho

Cerca de 50 trabalhadores da Fábrica de Papel do Prado, em Tomar, deslocaram-se na manhã desta quarta-feira, 19 de julho, até à Câmara de Tomar para se reunirem com a presidente da autarquia, Anabela Freitas, com o vice-presidente, Hugo Cristóvão, e o vereador da CDU, Bruno Graça. Em protesto silencioso, mantiveram-se durante alguns minutos na Praça da República antes de subirem a escadaria dos Paços do Concelho. “Estamos dispostos a lutar pelos nossos postos de trabalho até porque a fábrica é rentável. Ainda no último mês de laboração faturámos mais de 1 milhão de euros”, referiu ao mediotejo.net José Fonseca, da Comissão de Trabalhadores.

Trabalhadores concentraram-se na Praça da República Foto: mediotejo.net
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Os trabalhadores foram acompanhados por Rui Aldeano, da União dos Sindicatos do distrito de Santarém (USS/CGTP-IN), e Alexandre Horta, presidente da Junta de Além da Ribeira e Pedreira. Ficou acordada a realização de uma nova reunião para a manhã da próxima segunda-feira, 24 de julho, pelas 9h30, com a presença de representantes do Instituto de Emprego, Autoridade para as Condições de Trabalho e Segurança Social.

Momento em que se dirigiram para os Paços do Concelho de Tomar Foto: mediotejo.net

Os trabalhadores da Prado-Tomar pediram a intervenção do executivo municipal para a tomada de medidas que salvaguardem o património da empresa, para que esta “não seja descapitalizada, prejudicando os trabalhadores” e apelaram à intervenção da Câmara Municipal de Tomar na salvaguarda dos seus direitos e na manutenção dos 70 postos de trabalho.

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“Os trabalhadores manifestaram, ainda, a sua incompreensão com a decisão da administração da Prado solicitar a insolvência daquela unidade industrial centenária, uma vez que a empresa já faturou mais de um milhão de euros em 2017, produz um produto único, possui um vasto leque de clientes e por estar a trabalhar em pleno até ter sido comunicada a decisão de insolvência”, afirmam ainda, em comunicado.

Recorde-se que a Fábrica de Papel do Prado fechou portas a 30 de junho após os administradores da empresa terem requerido a sua insolvência, enviando para o desemprego 72 trabalhadores.

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No dia 18 os trabalhadores reuniram com o administrador de insolvência, já nomeado pelo tribunal, que é Pedro Miguel Silva, de Anadia, sendo que a primeira assembleia de credores já está marcada para dia 12 de setembro. A partir de agora, os credores têm 30 dias para reclamarem os seus créditos.

 

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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